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SÃO PAULO - Os compradores seguem firme na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que retoma os 62 mil pontos perdidos na semana passada. Os ganhos são generalizados.

SÃO PAULO - Os compradores seguem firme na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que retoma os 62 mil pontos perdidos na semana passada. Os ganhos são generalizados. Por volta das 11h10, o Ibovespa apontava valorização de 2,37%, a 62.305 pontos. O giro financeiro somava R$ 1,14 bilhão. A retomada não é exclusividade do mercado brasileiro. O tom positivo começou na Ásia, passa pela Europa e também pauta os negócios nos Estados Unidos. Em Wall Street, o Dow Jones subia 1,50%, depois de uma sequência de sete pregões de baixa. Segundo o analista da Apregoa.com, Jason Vieira, as movimentações na bolsas locais e externas são o que se chama de repique técnico, ou seja, o movimento de baixa que pautou as últimas semanas chegou a seu ponto de esgotamento. Com isso, os agentes remontam posições. Vieira acrescentou ainda que algumas notícias "servem de desculpa" para esse movimento técnico, como a decisão do Banco da Austrália de manter os juros estáveis em 4,5% e tecer comentários positivos sobre a economia. Deixando de lado o intradia, o analista aponta que a economia mundial ainda se encontra em um processo de acomodação após o período de recuperação da crise. Por isso, o investidor ainda deve manter uma posição cautelosa, já que os cenário de alta e de baixa seguem com pesos muito parecidos. Vieira explica que o mercado leu o movimento de retomada da fase aguda da crise como crescimento. Só que esse crescimento se confirmou apenas em alguns mercados. Então, conforme os dados passaram a mostrar o quadro de recuperação e não renovado crescimento, houve um entendimento negativo por parte dos agentes que acabaram promovendo essa recente onda vendedora nos mercados. "Não é crescimento, mas sim recuperação. Obviamente que depois de um período de melhora acentuada e consecutiva, os indicadores se acomodam. Essa acomodação assustou os investidores", explica. No front corporativo, apenas 3 dos 63 ativos do Ibovespa apresentavam queda. Liderando o volume negociado, Vale PNA aumentava 2,42%, a R$ 38,51. Já Petrobras PN subia 2,11%, a R$ 27,10. O papel ON da OGX Petróleo também ganhava mais de 2%, a R$ 18,12. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN subia 3,04%, a R$ 23,70, e CSN ON avançava 3,14%, a R$ 27,59. No setor financeiro, Bradesco PN se valorizava 2,16%, a R$ 29,79. O destaque de alta estava com as ações ON da Cielo, que saltavam 4,50%, a R$ 15,08. Bradespar PN, Cyrela ON, Petrobras ON e BM & FBovespa ON subiam mais de 3% cada. Fora da festa, TIM Part PN caía 0,61%, a R$ 4,81, Vivo PN recuava 0,52%, a R$ 47,25, e Embraer ON declinava 0,10%, saindo a R$ 9,39. O mercado de câmbio também captava essa melhor de melhora de humor que estimula a atuação dos vendedores de dólar. Há pouco, o dólar comercial caía 0,89%, a R$ 1,763 na venda, menor preço em dois meses. (Eduardo Campos | Valor)

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