SÃO PAULO - Embora o Ibovespa tenha reduzido os ganhos no pregão, após a agência de classificação de risco Moody's ter colocado as notas de crédito da Espanha em revisão para possível rebaixamento, o mercado brasileiro se mantém no campo positivo. O desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está diretamente atrelado ao do mercado americano, em um dia de leve correção de preços, tendo em vista o pânico que tomou conta da última jornada. Por volta das 15h50, o Ibovespa subia 0,21%, para 62.108 pontos, e girava R$ 4,231 bilhões.

SÃO PAULO - Embora o Ibovespa tenha reduzido os ganhos no pregão, após a agência de classificação de risco Moody's ter colocado as notas de crédito da Espanha em revisão para possível rebaixamento, o mercado brasileiro se mantém no campo positivo. O desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está diretamente atrelado ao do mercado americano, em um dia de leve correção de preços, tendo em vista o pânico que tomou conta da última jornada. Por volta das 15h50, o Ibovespa subia 0,21%, para 62.108 pontos, e girava R$ 4,231 bilhões. Vale lembrar que ontem o índice despencou 3,50%, aos 61.977 pontos. Em Wall Street, o mercado opera próximo da estabilidade. Minutos atrás, o índice Dow Jones subia 0,05%, enquanto o Nasdaq avançava 0,10% e o S & P 500 ganhava 0,16%. O operador de mesa da Um Investimentos, Gustavo Nascimento, assinala que o mercado brasileiro opera na cola das bolsas americanas e que consegue apenas se "segurar" na casa dos 62 mil pontos, com a queda de ontem. Em sua avaliação, a decisão da Moody's já estava precificada pelo mercado. De fato, o anúncio ocorreu depois de a S & P e a Fitch já terem anunciado reduções na nota soberana espanhola nos últimos meses. De acordo com a Moody´s, a nota soberana da Espanha poderá sofrer um rebaixamento de até dois degraus. A agência esclareceu que o rating de curto prazo Prime-1 do governo espanhol não será afetado pela revisão, nem a nota teto "Aaa" da zona do Euro. No mercado local, a sustentação de alta do Ibovespa permanece com os papéis da Petrobras. Há pouco, as ações PN da estatal subiam 1,60%, a R$ 27,26, com giro de R$ 359,9 milhões, enquanto OGX Petróleo ON se apreciava em 1,29%, para R$ 17,23, com volume negociado de R$ 103,2 milhões. Entre os destaques positivos do Ibovespa figuravam as ações Gol PN (+3,82%, a R$ 21,99), MRV ON (+3,50%, a R$ 13,30) e Telesp PN (+3,38%, a R$ 36,95). Embora a venda da participação da Portugal Telecom (PT) na operadora brasileira Vivo para os espanhóis da Telefónica não tenha saído nesta quarta-feira, a maior parte dos acionistas aprovou a proposta. A questão, entretanto, esbarrou na decisão do governo português, que usou seu direito de veto ("golden share") na PT. Há instantes, os papéis PN da Vivo subiam 1,69%, para R$ 48,10, enquanto Vivo ON disparava 5,85%, para R$ 85,00. De volta ao Ibovespa, as maiores baixas partiam de Redecard ON (-3,34%, a R$ 26,00), B2w ON (-3,88%, a R$ 29,94) e de Brasil Foods ON (-5,69%, a R$ 23,86). Matéria publicada hoje pelo Valor revelou que a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda recomendou o licenciamento das marcas Sadia ou Perdigão, por cinco anos, para que a união entre as duas empresas seja aprovada. Outras marcas famosas, como Batavo, Doriana, Claybom e Delicata, também estão entre as que poderão ser vendidas a concorrentes para que a criação da Brasil Foods obtenha o sinal verde das autoridades antitruste. A avaliação da Fazenda é a de que a compra da Sadia levou a concentrações altas em diversos mercados e, por isso, as empresas terão de ceder marcas e produtos a concorrentes. (Beatriz Cutait | Valor)

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