SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a oscilar bastante na última hora de pregão e encerrou a quarta-feira em leve alta. O índice Ibovespa, principal referência da bolsa paulista, encerrou aos 66.431 pontos, em alta de 0,19%. O giro financeiro foi de R$ 6,905 bilhões.


Em três dias de ganhos, o indicador acumula alta de 3,05%. No mês, o avanço é de 7,94% e, no ano, de 76,91%. Na pontuação mínima de hoje, o Ibovespa atingiu 66.028 pontos (baixa de 0,42%) e, na máxima, 67.170 pontos (alta de 1,31%).

No Brasil, o mercado está de olho no balanço da Petrobras, que será divulgado na sexta-feira à noite. Hoje, os papéis ON da estatal subiram 0,69% e os PN avançaram 0,51%. A estatal anunciou hoje uma nova descoberta de petróleo no Bloco 15/06, no qual possui 5% de participação, nas águas profundas de Angola. Vale ON teve queda de 0,19%, enquanto PNA recuou 0,75%.

Um dia após o blecaute que deixou sem energia elétrica diversos Estados do Brasil, o Distrito Federal e parte do Paraguai, as ações ON da Eletrobrás caíram 0,29%, enquanto as PNB subiram 0,04%. O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, informou que o apagão foi causado por problemas em cinco linhas de transmissão que trazem energia da hidrelétrica de Itaipu para São Paulo.



Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam o dia em alta, fortalecidos por comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Dallas, Richard Fisher, reforçando a perspectiva de manutenção de juros baixos no país.

Em dados ainda preliminares, o índice Dow Jones subiu 0,43%, para 10. 291 pontos, a maior pontuação de fechamento do ano. O índice Nasdaq avançou 0,74%, para 2.166 pontos.

As ações europeias fecharam no maior nível em três semanas na data de hoje, impulsionadas por empresas do setor financeiro e mineradoras, à medida que o apetite por ativos de risco, como ações, cresceu após a divulgação de dados macroeconômicos positivos da China. O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho dos principais papéis do continente, terminou em alta de 0,31%, a 1.013 pontos, maior patamar de encerramento desde 22 de outubro.

Dólar

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira em alta. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,722 para venda, em valorização de 0,29% frente ao real. Na terça, a moeda fechou a R$ 1,717.

No começo da sessão, em meio à desvalorização global do dólar, a divisa chegou a ser negociada a R$ 1,700 no pregão de dólar à vista da BM&FBovespa. Mas "houve uma mexida forte no euro, de alta para queda, e nossa moeda está respondendo exatamente a isso", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper no Rio de Janeiro.

Operadores estrangeiros citaram "fatores técnicos" para justificar a virada do dólar no exterior. O volume de negócios era relativamente fraco por conta do feriado do Dia dos Veteranos, que fecha repartições públicas e uma parte dos mercados nos Estados Unidos.

Balanços

Entre os balanços anunciados destaque para América Latina Logística, que registrou lucro líquido de R$ 57,9 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 50,7% sobre os R$ 117,4 milhões de igual período de 2008. A receita líquida foi de R$ 662,5 milhões, com queda de 2%, e o Ebitda caiu 5,3%, para R$ 341,2 milhões. A empresa destacou que as perspectivas para 2010 são "promissoras", apesar do quarto trimestre "desafiador".

As empresas do setor elétrico também estão no foco por causa dos balanços. A CPFL Energia anunciou na terça à noite lucro líquido de R$ 289,684 milhões no terceiro trimestre, um pouco acima das expectativas de analistas consultados pela AE, de R$ 268,4 milhões. As estatais Cesp, de São Paulo, e Copel, do Paraná, divulgam resultado nesta quara-feira à noite.

A BM&FBovespa teve no terceiro trimestre lucro líquido contábil de R$ 245,766 milhões, valor 26,5% superior ao registrado em igual período do ano passado. O lucro líquido ajustado é de R$ 337,3 milhões, avanço de 6,8% sobre o ano passado.

(Com informações da Reuters e da Agência Estado)

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