Bolsas asiáticas caem, mas europeias sobem

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava alta na abertura dos negócios desta segunda-feira, primeiro pregão de maio. No entanto, ainda na primeira hora de pregão, o principal índice da bolsa, o Ibovespa, inverteu a trajetória e passou a cair. Durante a tarde, por volta de 14h27, o índice recuava 0,57% para 67.138 pontos. Na sexta-feira, o índice caiu 0,66%, para 67.529 pontos.

A atenção dos investidores deve estar voltada a dados dos Estados Unidos. Além disso, o mercado deve reagir ao pacote de ajuda à Grécia. No total, os países da Zona do Euro e o FMI irão emprestar US$ 145 bilhões que serão destinados à recomposição das finanças públicas do país, com uma dívida total estimada em US$ 400 bilhões.

Por enquanto, os mercados não reagiram com o otimismo esperado ao pacote de de 110 bilhões de euros de ajuda à Grécia da União Européia e do FMI. Na Ásia, as bolsas  caíram , sendo os mercados influenciadas por números negativos de Wall Street e pelo aumento do depósito compulsório anunciado pela China.

Nos Estados Unidos, a confiança do investidor ganhou força após dados mostrarem crescimento no setor manufatureiro, construção e gasto do consumidor norte-americano, reforçando a visão de que a recuperação da maior economia do mundo está no caminho certo.

Na Europa, as principais bolsas subiram com os bons dados nos EUA reforçando as expectativas de uma recuperação econômica global, ao mesmo tempo em que persistiam dúvidas sobre a eficácia do pacote de ajuda à Grécia. O índice FTSEurofirst 300, que acompanha as principais empresas europeias, fechou em alta de 0,21%, aos 1.064 pontos, depois de cair 2,7% na semana passada -- a terceira seguida de quedas.

Dólar

O dólar comercial mantém o movimento de baixa observado no começo do pregão apesar da forte piora de humor local, com a Bovespa deixando os 67 mil pontos. As vendas prosseguem mesmo após o leilão de compra do Banco Central, que, por volta das 12h10, tomou dólares a R$ 1,7343. Perto de 14h30, o dólar comercial caía 0,11%, a R$ 1,735 na venda. No mercado futuro, o dólar com vencimento para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), cedia 0,05%, a R$ 1,7455.

Segundo os economistas da Gradual Investimentos, no curto prazo "deve prevalecer o movimento – tudo mais constante – macro de apreciação do euro". Na opinião deles, o real deve apreciar-se também uma vez que o dólar se enfraquece.

(Com agências)

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