Indicadores positivos nos EUA impulsionam mercados

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra alta de 0,7% às 13h00 desta terça-feira, aos 69.989 pontos. Indicadores econômicos positivos divulgados no cenário americano dão o tom favorável para as bolsas dos Estados Unidos e do Brasil na sessão. No último pregão, o Ibovespa acompanhou as bolsas internacionais e fechou em alta de 1,83%, cotado em 69.939 pontos.

Nos Estados Unidos, as bolsas abriram com ligeiro avanço. O índice de confiança do consumidor , medido pelo Conference Board, subiu de 46,4 em fevereiro para 52,5 em março. O resultado ficou acima da previsão média dos analistas, que era de avanço para 51. "A confiança do consumidor, que recuou significativamente em fevereiro, conseguiu recuperar parte dessa queda. Entretanto, apesar do aumento neste mês, os consumidores continuam manifestando preocupação com as condições atuais do mercado de trabalho e dos negócios", observou a diretora do centro de pesquisa do consumidor do instituto, Lynn Franco.

Além disso, os preços das casas nos Estados Unidos registraram em janeiro o menor declínio anual em quase três anos, sugerindo que existem áreas de força no mercado imobiliário. O indicador Standard & Poor´s/Case-Shiller para 20 cidades caiu 0,7% na comparação com um ano antes, em uma base ajustada sazonalmente. A leitura do indicador foi de 146,32, quase em linha com as expectativas de alguns analistas.

nullEm um dia de poucos indicadores no Brasil, o destaque fica para o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), índice usado para o reajuste dos contratos de aluguel, divulgado Fundação Getulio Vargas. O índice fechou em 0,94% ao mês, sendo que as expectativas da Gradual Investimentos apontavam para alta de 0,96%. No acumulado no ano o índice está em 1,94%.

Na Europa, foram anunciados o PIB da economia britânica, que avançou 0,4% ao trimestre. A medição anterior mostrava um avanço mais modesto, de 0,3%. "Na comparação anual o quadro é ainda negativo, mas é inegável o movimento de recuperação", dizem os economistas da Gradual em relatório matinal de mercado.

"Este tipo de resultado, modesto na margem mas constante no crescimento, deve ser a tônica neste segundo trimestre onde as bases de comparação estão ligeiramente mais altas dos que nos meses anteriores forçando este tipo de trajetória. As variações anuais, no entanto, vão continuar apresentando 'bons números', num efeito colateral da base depreciada", afirmam.

Ainda no front europeu, a agência de administração da dívida da Grécia está emitindo mais bônus de 20 anos com o objetivo de obter 1 bilhão de euros. O papel, com cupom de 5,9%, vence em 22 de outubro de 2022.

A reabertura dessa operação ocorre um dia depois de a Grécia levantar 5 bilhões de euros com a emissão de bônus de sete anos, primeiro teste para o país depois de líderes europeus revelarem um resgate na semana passada para ajudar Atenas a lidar com sua crise da dívida.

Blue chips avançam

No cenário corporativo doméstico, as "blue chips" operavam no campo positivo, na mesma trajetória do Ibovespa. Enquanto as ações PNA da Vale avançavam 0,64% por volta de 12h, a R$ 49,78, com volume de R$ 237,6 milhões, os papéis PN da Petrobras subiam 0,54%, a R$ 35,09, com giro de R$ 155,4 milhões.

A estatal atualizou sua carteira de projetos para o intervalo 2011-2014 e agora projeta investimentos de R$ 250 bilhões, menos que os R$ 265 bilhões divulgados anteriormente, incluídos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Entre as maiores altas do índice, destaque para os papéis ON da Cyrela Realty, com ganhos de 2,06%, para R$ 21,28, para as ações PN da Gerdau Metalúrgica, com valorização de 1,94%, a R$ 35,68, e para os papéis ON da LLX Logística, com apreciação de 1,83%, a R$ 8,86.

Também mostravam aumentos expressivos os papéis ON da Rossi Residencial, com elevação de 1,71%, para R$ 13,02. A companhia revelou que obteve lucro líquido de R$ 218,1 milhões em 2009, um aumento de 83,8% sobre os R$ 118,638 milhões apurados em 2008. A receita líquida cresceu 27,5%, para R$ 1,572 bilhão.

Dólar

O dólar comercial apresenta desvalorização no início dos negócios desta terça-feira. A moeda era cotada a R$ 1,798 na venda por volta de 12h55, baixa de 0,06% em relação ao real. Na segunda-feira, o dólar fechou a R$ 1,799 para venda.

Ásia

Os mercados da Ásia apresentaram moderada elevação nesta terça-feira. Fatores locais, como o lançamento do novo índice futuro de ações na China, estenderam os ganhos da véspera.

Na Bolsa de Hong Kong, a influência foram as compras para melhoria de carteira à véspera do fim do primeiro trimestre. O índice Hang Seng subiu 137,36 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 21.374,79 pontos.

As Bolsas da China reagiram ainda com otimismo às expectativas dos anúncios dos balanços de 2009. O índice Xangai Composto ganhou 0,2% e encerrou aos 3.128,47 pontos, o maior fechamento desde 22 de janeiro. O Shenzhen Composto subiu 0,6% e terminou aos 1.208,57 pontos.


(Com Valor Online e Agência Estado)

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