Bovespa opera em queda em pregão volátil

De olho nos acontecimentos da Europa, bolsa brasileira tem um início de pregão bastante volátil e opera de lado

Valor Online | 09/02/2012 12:06

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Após três pregões de poucas emoções, investidores devem ter uma quinta-feira movimentada, principalmente na cena europeia. A novela da crise grega será abordada pelos ministros de finanças da zona do euro e reuniões de política monetária no "velho continente" também estarão no foco dos agentes. Rumores apontam que os gregos já acertaram os acordos com seus credores.

No Brasil, a bolsa abriu os negócios no "vermelho", mas logo inverteu a direção. Próximo das 12h20, o Ibovespa descia 0,13%, para 65.744 pontos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o índice futuro com vencimento em fevereiro de 2012 avançava 0,37%, aos 66.200 pontos. Na véspera, depois da valorização de 5% apurada em seis pregões, o Ibovespa caiu 0,13%, aos 65.831 pontos.

Como principal evento desta quinta-feira, os ministros das finanças da zona do euro vão discutir uma proposta para criar uma conta bloqueada para administrar os fundos do programa de ajuda para a Grécia, assim como o envolvimento do Banco Central Europeu (BCE) na reestruturação da dívida grega, segundo informou uma fonte próxima às discussões à "Dow Jones".

A reunião extraordinária do Eurogrupo deve analisar ainda a disposição da Grécia em receber novo socorro financeiro internacional, em meio às exigências de mais medidas de austeridade fiscal. O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, discutiu ontem com os líderes dos três partidos que formam a coalizão do governo provisório para obter o apoio às medidas adicionais exigidas pelos credores internacionais em troca de uma nova ajuda de 130 bilhões de euros.

O impasse das discussões, contudo, parece se voltar à questão dos cortes das aposentadorias. Ainda nesta jornada, conforme o esperado, o Banco da Inglaterra decidiu manter o juro básico da economia em 0,5% ao ano - mesma taxa desde março de 2009 - e anunciou que vai aumentar em 50 bilhões de libras as compras de títulos do governo britânico em um esforço para sustentar a economia. O BCE também preservou sua taxa básica de juros em 1% ao ano.

Nos Estados Unidos, a agenda do dia tem como destaque os dados semanais de variação na demanda por pedidos de seguro-desemprego. Por fim, a China surpreendeu logo cedo, ao mostrar que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 4,5% em base anualizada em janeiro, acima do esperado e do aumento de 4,1% de dezembro. A aceleração interrompe uma trajetória de cinco meses seguidos de moderação dos preços e eleva as preocupações de que o governo chinês possa não ter tanto espaço para afrouxar agressivamente sua política monetária e estimular o crescimento. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) ainda teve alta de 0,7% na abertura do ano. Na cena corporativa nacional, investidores reagem hoje aos balanços trimestrais de empresas como Lojas Renner, Cielo e Cosan.

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  • Fonte: Thomson Reuters
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