Papéis da companhia operavam em alta de mais de 7% após a abertura da bolsa, refletindo a fusão com a LAN anunciada na sexta-feira

O Ibovespa mantém-se em leve alta no pregão inicial desta semana, embora as bolsas americanas tenham começado os negócios no campo negativo. Por volta das 11h, o Ibovespa subia 0,11%, para 66.334 pontos, e girava R$ 893,7 milhões. Na BM & F, o índice futuro, com vencimento em agosto, avançava 0,36%, para 66.350 pontos. Na última sexta-feira, o Ibovespa teve valorização de 0,45%, aos 66.264 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,992 bilhões.

Em Wall Street, o índice Dow Jones operava com depreciação de 0,40%, enquanto o Nasdaq estava estável e o S & P 500 recuava 0,39%. Nesta jornada, pesam sobre os negócios brasileiros o vencimento de opções sobre ações e a repercussão dos balanços de grandes empresas.

Na agenda externa, a unidade de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mostrou que as condições para a indústria de transformação na região tiveram melhora modesta em agosto. O indicador Empire State Manufacturing subiu 2 pontos de julho para agosto, de 5,1 para 7,1 pontos. Leituras acima de zero significam que a maioria das empresas consultadas avalia que os negócios estão melhorando.

No Japão, o desempenho da economia entre abril e junho desanima o mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2009, e 0,1% na comparação com os três meses anteriores, totalizando US$ 1,288 trilhão.

No front doméstico, os investidores repercutem uma série de balanços corporativos, entre os quais o da Petrobras. A estatal encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 8,295 bilhões, um aumento de 1,7% ante os R$ 8,16 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. Hoje, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, garantiu que a operação de capitalização da empresa ocorrerá em setembro e afirmou que a companhia não tem problemas de caixa.

O executivo explicou que os recursos que entrarão no caixa da empresa com a capitalização serão destinados ao longo prazo e frisou que há fôlego para manter os investimentos previstos. "Não temos problemas de caixa, temos R$ 24 bilhões", disse Gabrielli, que participa de evento da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP). "Não trabalhamos com essa hipótese", acrescentou, ao ser questionado sobre a possibilidade de a capitalização ser adiada e não ocorrer em setembro.

Após a abertura do mercado, os papéis PN da Petrobras subiam 0,28%, a R$ 27,74, enquanto as ações PNA da Vale se apreciavam em 0,79%, a R$ 43,23. Além disso, os investidores seguem repercutindo a união das operações entre as companhias aéreas TAM e LAN, anunciada na sexta-feira.

As famílias Amaro e Cueto controlarão a nova Latam Airlines Group com quase 38% do capital. A nova empresa terá apenas ações com direito a voto. Desse total, os chilenos serão donos de 24,07% e a família brasileira, 13,52%, segundo o presidente e executivo-chefe da TAM, Marco Antonio Bologna.

A TAM foi avaliada em cerca de R$ 6,5 bilhões para o negócio, depois de ter encerrado a quinta-feira valendo R$ 4,3 bilhões. Considerando os preços de fechamento das ações da TAM (R$ 36,20 na Bovespa) e da LAN (13.900 pesos chilenos, cerca de R$ 48, na bolsa de Santiago), no último pregão, a relação de troca estabelecida no acordo, de 0,9 ação da LAN para cada ação da TAM, equivale a R$ 43 por ação da companhia brasileira.

Na sexta, os papéis PN da TAM subiram 27,6%, incorporando parte do prêmio previsto na operação. E, nesta jornada, as ações continuam a liderar os ganhos do Ibovespa, ao avançarem 7,73%, a R$ 39.

Ainda entre as principais altas do índice figuravam os papéis Bradespar PN (1,34%, a R$ 38,33) e CSN ON (1,18%, a R$ 29,10). Na direção oposta, destaque negativo para as ações Telemar Norte Leste PNA (-2,03%, a R$ 45,71), JBS ON (-2,38%, a R$ 8,20) e Gol PN (-4,15%, a R$ 24,92).

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