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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta no último pregão da semana, em que os mercados devem reagir aos dados de postos de trabalho nos Estados Unidos. Às 15h12, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, registrava valorização de 1,34%, aos 68.726 pontos. Na quinta-feira, o Ibovespa avançou 0,26%.

Às 10h30 desta sexta-feira, foi divulgado o Payroll, indicador que contabiliza a criação e a destruição de postos de trabalho nos EUA - de forma similar ao Caged brasileiro. A economia norte-americana perdeu 36 mil postos de trabalho em fevereiro, melhor que o esperado pelo mercado, que estimava perda de 68 mil postos.

Antes dos dados dos EUA, informações positivas que chegavam da China serviam para atenuar a cautela que permeou os negócios durante toda a semana.

No discurso anual de abertura do Congresso Nacional do Povo, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou que os principais objetivos do governo neste ano serão aumentar o consumo interno, acelerar a reestruturação da economia e controlar a inflação.

O premiê também previu que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá em torno de 8% neste ano, índice considerado conservador pelos analistas, que esperam uma taxa de expansão de 9% a 10%. Wen confirmou ainda a meta de concessão de US$ 1 trilhão em novos créditos em 2010. No ano passado, a cifra foi de US$ 1,4 trilhão, o dobro do registrado em 2008.

Mesmo bem recebidas, as palavras do premiê não são capazes de fazer os investidores esquecerem o dilema europeu, com epicentro na Grécia. As greves contra o pacote fiscal continuam atingindo o país que, apesar das medidas anunciadas, ainda não recebeu a ajuda dos vizinhos europeus.

No Brasil, o mercado também estará atento às palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participa do seminário "Perspectivas da Taxa de Câmbio 2010", organizado pela FGV Projetos. O evento ocorre até as 12h30. O mercado reagirá a eventuais anúncios de medidas concretas, o que é difícil de ocorrer. "Se o ministro se ativer a falar sobre as suas posições e ideias que defende, os investidores não devem reagir. O mercado já conhece as ideias do ministro", afirma uma fonte.

Dólar

O dólar comercial opera em queda na abertura dos negócios desta sexta-feira. Às 11h57, a moeda era cotada a R$ 1,783 na venda, desvalorização de 0,50% frente ao real.  Ontem, a moeda norte-americana subiu 0,11%.

Europa

As principais bolsas europeias fecharam em forte alta nesta sexta-feira, apoiadas em dados melhores que o esperado de emprego nos Estados Unidos e alívio de temores sobre a situação fiscal da Grécia. O índice acionário da região atingiu maior nível em seis semanas, com o setor bancário ampliando ganhos.

O índice FTSEurofirst 300, que acompanha as principais empresas do continente, subiu 1,74% aos 1.054 pontos, maior patamar desde 21 de janeiro e sexta sessão consecutiva de alta.

Ásia

Os mercados asiáticos apresentaram bons números nesta sexta-feira, recuperando parte das perdas do pregão anterior. A presença de investidores em busca de ofertas de ocasião no HSBC e na Tencent ajudou a Bolsa de Hong Kong a fechar em alta.

O índice Hang Seng ganhou 212,19 pontos, ou 1%, e terminou aos 20.787,97 pontos.

As bolsas da China tiveram ligeira elevação, após o premiê Wen Jiabao afirmar, em sua mensagem na abertura do Congresso Nacional do Povo, que o governo irá manter a política de suporte à recuperação econômica do país. O índice Xangai Composto ganhou 0,3% e encerrou aos 3.031,06 pontos - na semana, contudo, acumulou baixa de 0,7%. O índice Shenzhen Composto também ganhou 0,3% e terminou aos 1.161,42 pontos.

(*Com informações da Agência Estado)

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