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Ibovespa fecha na contramão da Ásia e da Europa e recupera os 61 mil pontos; o dólar cai 0,44%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em terreno positivo, chegou a cair quase 1%, mas fechou em alta de 0,49%. O Ibovespa, principal referência da Bolsa, recuperou os 61 mil pontos perdidos na véspera e ficou em 61.236 pontos. O mercado brasileiro fechou na contramão das bolsas da Ásia e da Europa, onde as preocupações dos investidores dados da China e com a economia espanhola trouxeram mais cautela aos mercados.

Entre os dados que alimentaram preocupações de que a economia mundial segue incerta, está a produção manufatureira da China, que ficou abaixo do esperado em junho. O cálculo do governo chinês mostrou queda de 53,9 para 52,1 no indicador da atividade manufatureira, enquanto o levantamento do HSBCMarket passou de 52,7 para 50,4. O consenso do mercado apontava para 53,2, segundo o Banco Fator. Ainda assim, os economistas ressaltam que o resultado acima de 50 ainda indica zona de expansão, embora em desaceleração.

Os resultados na Índia e na Europa também não foram animadores. Na Índia, o mesmo indicador (PMI) referente a junho recuou de 59 para 57,3. Na Zona do Euro, o resultado foi de 55,6, “estável sobre o dado preliminar do mês, em linha com o consenso, mas abaixo de maio (55,8)”, afirma o Banco Fator.

Por aqui, economistas alertam que dados econômicos divulgados hoje não são positivos. A indústria brasileira manteve em maio o mesmo patamar de abril, contrariando expectativas de crescimento de até 2%. Para os economistas da Gradual Investimentos, o resultado “frustra o prognóstico”, no entanto, traz números interessantes, como a variação da Produção de Bens de Capital, que, segundo eles, “evidencia, a confiança dos empresários com a economia brasileira”.

Na Europa, as bolsas começaram o dia em baixa e mantiveram a trajetória negativa no fechamento . Além dos dados da economia chinesa, os investidores também se preocupam com o rebaixamento da nota de crédito da Espanha pela agência de classificação de risco Moody´s. A Fitch e a Standard & Poor ' s já rebaixaram a nota de risco do país, considerando a deterioração da economia espanhola em função do alto grau de endividamento do país.

Os mesmos motivos pressionaram as bolsas asiáticas mais cedo. No Japão, o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio recuou 2,04%. Na China, o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, caiu 1,02%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve baixa de 0,59%.

Também nesta quinta, chamaram a atenção dos investidores dados dos Estados Unidos de emprego,  manufatura, gastos com construção e vendas pendentes de casas.

O Departamento de Trabalho norte-americano já divulgou que o número semanal de solicitações do seguro-desemprego aumentou em 13 mil no país e ficou em 472 mil na semana passada. Já o índice de atividade industrial (ISM, na sigla em inglês) caiu para 56,2 em junho, de 59,7 no mês anterior, enquanto as vendas pendentes de imóveis recuaram 30% no mês passado.

As bolsas norte-americanas seguem em baixa, mas acima das mínimas da sessão.

Dólar

A moeda americana encerrou o primeiro dia do mês em queda. Dados preliminares apontam que o dólar comercial fechou o dia valendo R$ 1,796 na venda, queda de 0,44% em relação ao último fechamento. Ontem, a moeda americana havia recuado 0,38%, cotada a R$ 1,804 na venda.

(Com agências)

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