Se consolidar o desempenho negativo nesta jornada, a Bovespa terá o sexto pregão consecutivo de perdas

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a quinta-feira em queda. Às 10h14, o índice Bovespa registrava baixa de 2,17%, aos 58.392 pontos. No mesmo horário, a moeda norte-americana registrava alta de 1,8% em relação ao real. O dólar era cotado a R$ 1,87 para venda.

Na quarta-feira, o índice Bovespa rompeu a barreira dos 60 mil pontos, ao recuar 1,89%, para 59.689 pontos, retomando o patamar de oito meses atrás. O giro financeiro ficou em R$ 8,776 bilhões. Nos últimos cinco pregões, o índice acumulou queda de 8,48% e, no mês, já caiu 11,6%.

Em seu relatório matinal, a Icap Brasil ressaltou que, entre os destaques desta quinta, o Parlamento espanhol deverá debater o programa de maior austeridade fiscal. Na Alemanha, há ainda o encontro do G-20 para discutir sobre a regulamentação do setor financeiro o que, segundo a corretora, ganha maior relevância após a medida isolada da Alemanha. Vale lembrar que, na sexta-feira, os ministros de finanças da União Europeia voltam a se reunir e que o tema de regulação financeira estará na pauta do dia.

A decisão do BaFin, órgão regulador do mercado financeiro alemão, de proibir as operações de venda de ativos a descoberto e de default swap (títulos podres) a descoberto na zona do euro continuou pesando, ontem, sobre os negócios. Os agentes temem que outros países adotem medidas semelhantes. Nesta quinta-feira, a chanceler alemã Angela Merkel pediu às potências econômicas mundiais que enviem um "sinal de força" com relação a uma regulação financeira mais rígida, argumentando que a população está impaciente para ver uma mudança depois do desembolso de bilhões para socorrer bancos.

Ela intensificou o pedido de uma regulação mais dura do setor financeiro depois que a Alemanha e seus parceiros da União Europeia concordaram com o pacote de resgate da zona do euro - uma medida que é impopular entre alemães. A líder alemã lembrou que, no auge da crise financeira global, em 2008, países do G-20 e países em desenvolvimento concordaram que "todos os produtos, todos os atores e todos os centros financeiros deveriam ser regulados". "Isso foi prometido à população", notou.

Nos Estados Unidos, o mercado ainda analisa os pedidos semanais por seguro-desemprego, o índice de indicadores antecedentes e a pesquisa de atividade do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia. Na Ásia, as bolsas fecharam o dia em queda.

Nesta quinta-feira foi divulgado também que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 4,9% entre janeiro e março deste ano. Trata-se do quarto trimestre consecutivo com expansão da economia do país, informou o Departamento do Gabinete japonês.

No setor corporativo, a Petrobras comunicou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a descoberta de mais óleo no campo de Albacora Leste, operado pela companhia na bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro. No segmento elétrico, o diretor de engenharia e planejamento da Eletrobrás, Valter Cardeal, disse ontem que a estatal pretende antecipar em pelo menos seis meses o início da geração de energia da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA). "Queremos antecipar a geração para que não haja risco de ocorrer nenhum atraso", declarou. No mercado de câmbio, o dólar sobe pela sexta sessão, com uma valorização que já supera 2%. Há pouco, a divisa americana avançava 2,17%, cotada a R$ 1,878 na venda. O contrato futuro de junho subia 2,59%, para R$ 1,8805. A moeda ainda ganhava força sobre o euro e a libra.

* Com informações do "Valor Online"

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