Atividade da zona do Euro deu fôlego aos negócios com ações no mundo. Ibovespa subiu 1,97% e dólar caiu

Se ontem as palavras desanimadoras do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, atrapalharam a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), hoje a Europa contribui para a alta. O índice Bovespa (Ibovespa) fechou praticamente no maior nível em três meses, com alta de 1,97% e cotado em 65.748 pontos. O patamar de pontos é o maior desde 3 de maio, quando o índice fechou em 67.119 pontos. 

Nesta quinta-feira, os negócios no exterior são influenciados pelos números surpreendentes sobre a atividade na zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda). O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) subiu para 56,7 em julho, o maior nível em três meses, ante 56 em junho. O resultado contrariou as expectativas de queda para 55,2. A leitura do dado provocou ganhos do euro ante o dólar, o que impulsiona os negócios com commodities (matérias-primas).

Destaque nos últimos pregões, as ações de siderúrgicas e mineradoras devem seguir no foco dos investidores. Porém, analistas ressaltam que o fôlego de alta desses papéis pode estar se esvaindo e não descartam uma realização de lucros, após os ganhos recentes. Ontem, Vale fechou em nova alta, com volume financeiro robusto, limitando a pressão negativa sobre a Bovespa vinda de Nova York.

Nos EUA, além da safra de balanços, a agenda de indicadores econômicos trouxe os pedidos de auxílio-desemprego feitos no país, que na semana passada subiram 37 mil, para 464 mil. A alta foi maior que a previsão de aumento de 21 mil pedidos.

No Brasil, as empresas ligadas à demanda interna e também os bancos podem reagir à redução do ritmo de alta da taxa básica de juros brasileira. Ontem à noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 0,50 ponto porcentual, para 10,75% ao ano, no terceiro aumento consecutivo. A desaceleração da alta da taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País, para 7% em junho, ante 7,5% em maio, também deve dar um fôlego extra aos papéis do setor de varejo.

Ontem, a Natura informou, depois do fechamento dos negócios, um aumento de 13,8% no lucro líquido do segundo trimestre, para R$ 191,5 milhões, em relação a igual período do ano passado. O resultado ficou em linha com a previsão dos analistas, de ganhos de R$ 186,1 milhões no período.

(com agências)

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