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As principais bolsas europeias fecharam na pontuação máxima em 18 meses

Descolada do mercado externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,72%. O Ibovespa, principal índice da bolsa - encerrou o pregão aos 70.524 pontos. Em Wall Street, as bolsas sobem pelo sexto dia seguido. O índice Dow Jones avançava 0,19% e o Nasdaq tinha alta de 0,43% às 17h20.

As principais bolsas de valores de Europa fecharam em alta e estabeleceram pontuação máxima em 18 meses, depois de experimentarem quedas no decorrer da sessão em meio a sinais de que a Grécia estaria mais próxima de recorrer a um pacote de ajuda financeira externa ao pedir negociações com a Comissão Europeia, com o Banco Central Europeu (BCE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Analistas consideram que as negociações da Grécia com as entidades multilaterais dão um tom positivo, mesmo que somente no curto prazo.

O vencimento de opções que ocorrerá no mercado brasileiro na próxima segunda-feira (19) já está refletindo no volume de negociações da Bovespa, que somou R$ 8,58 bilhões. A avaliação parte do gerente de renda variável da Modal Asset Management, Eduardo Roche, que assinala que há muitas operações envolvendo Petrobras e Vale, papeis com maior liquidez, associados ao vencimento.


Ásia

Os mercados da Ásia fecharam sem sinal definido nesta quinta-feira. Algumas bolsas seguiram no embalo positivo de Wall Street, enquanto outras foram influenciadas pelas incertezas sobre quando Pequim irá adotar novas medidas de aperto monetário. Não houve negociações na Tailândia por ser feriado.

Na Bolsa de Hong Kong, os números mistos da economia chinesa reduziram os ganhos decorrentes dos bons resultados nas Bolsas dos Estados Unidos. Por conta disso, o índice Hang Seng subiu apenas 36,39 pontos, ou 0,2%, e terminou aos 22.157,82 pontos.

Na China, a Bolsa de Xangai teve ligeiro declínio, após a divulgação de um PIB do primeiro trimestre acima das expectativas e uma inflação abaixo do esperado em março. O índice Xangai Composto caiu apenas 0,04% e encerrou aos 3.164,97 pontos. O Shenzhen Composto perdeu 1,3% e terminou aos 1.231,58 pontos.

Dólar

O Banco Central intensificou a atuação no mercado de câmbio e impediu a sexta queda seguida do dólar nesta quinta-feira, voltando a comprar dólares duas vezes no mesmo dia após quase três anos. A primeira operação foi feita entre 12h42 e 12h52, e a segunda surpreendeu o mercado entre 15h09 e 15h19.

A moeda norte-americana fechou a R$ 1,752, com alta de 0,17%. Antes do segundo leilão, o dólar contrariava a tendência do mercado internacional e caía 0,74%, para R$ 1,736 --menor nível desde janeiro.

É a primeira vez desde 13 de julho de 2007 que o BC compra dólares duas vezes no mesmo dia. Desde então, o BC chegou a interromper as aquisições e até a vender dólares em 2008, durante a crise. As compras diárias foram retomadas, de forma quase ininterrupta, em maio do ano passado.

Embora o discurso oficial do BC seja o de que as compras têm apenas o objetivo de enxugar dólares excedentes e incorporá-los às reservas, a maior parte do mercado interpretou a notícia como um recado contra a queda excessiva do dólar.

"Um segundo leilão no mesmo dia é um sinal claro de que o Banco Central não está feliz com o atual nível (do câmbio). O mercado está certo em reagir", disse Tony Volpon, estrategista do Nomura Securities, em Nova York.

A moeda norte-americana caiu em 11 das últimas 12 sessões, estimulada pela perspectiva de entrada de recursos no país, pela redução dos temores sobre a Grécia após o pacote europeu de ajuda e pela ausência até então de sinais claros de uma atuação do governo contra uma valorização excessiva do real.

Entre as operações que prometem trazer bilhões de dólares no curto prazo está a oferta de ações do Banco do Brasil. Além disso, nesta quinta-feira o Tesouro Nacional emitiu US$ 750 milhões em bônus de 10 anos.

Embora não irrigue diretamente o mercado de câmbio, a operação serve como referência para emissões de empresas brasileiras, que podem se favorecer com a redução dos custos de captação conseguidos pelo governo brasileiro nos últimos anos.

(com agências)

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