SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão desta segunda-feira em patamares positivos, acompanhando o otimismo externo. O índice Ibovespa - a principal referência da bolsa paulista ¿ fechou em alta de 1,99%, aos 66.627 pontos. O giro financeiro foi de R$ 10,234 bilhões.

No mercado cambial, o dólar teve um dia de baixa. A moeda norte-americana fechou a segunda-feira negociada a R$ 1,711 para venda, em queda de 0,64% frente ao real.

O otimismo com novos sinais de recuperação das economias centrais, que impulsionaram os preços das commodities, deu o tom nos negócios da bolsa paulista nesta segunda-feira marcada pelo exercício de opções.

No plano macro, o dia foi marcado por boas notícias das duas maiores economias do mundo. Os Estados Unidos informaram que suas vendas no varejo subiram 1,4% em outubro, mais do que a expansão de 1% prevista por analistas.

Pouco antes, o Japão reportara crescimento de 1,2% de seu PIB no terceiro trimestre, marcando a segunda expansão consecutiva e superando a previsão de analistas, de avanço de 0,7%.

Segundo profissionais do mercado, esses números endossaram a leitura de que a economia global está se levantando da crise, dando força às apostas em aumento da demanda por commodities, que subiram com vontade. O barril do petróleo avançou mais de 3%.

Foi a alta das ações de empresas de matérias-primas, especialmente as de metais, que levou o principal índice europeu de ações a atingir o maior nível em 13 meses.

Na bolsa paulista, passado o exercício de opções, que movimentou R$ 3,63 bilhões, as ações preferenciais da Vale ampliaram os ganhos, até fecharem o dia valendo R$ 42,64, com avanço de 3,75%.

Ao mesmo tempo, resultados de companhias domésticas acima das expectativas deram combustível para as perspectivas mais positivas. Foi o caso de Fibria, que voltou ao azul no terceiro trimestre e fez analistas estimarem novas medidas da companhia para reduzir o endividamento. A ação subiu 4,8%, a R$ 27,29.

"A sensação que fica com o final dessa temporada de balanço é que os resultados devem ser melhores daqui para a frente", disse Kelly Trentin, analista da SLW Corretora.

Petrobras, que reportou números trimestrais em linha com as estimativas, viu sua ação preferencial crescer 0,7%, para R$ 37,38.

Mercados

Os principais índices do mercado de ações dos EUA subiram e registraram fechamentos recorde para o ano, após dados indicarem um crescimento robusto na economia japonesa e incentivarem um rali nos papéis de empresas ligadas aos segmentos de matérias-primas e energia.

O Dow Jones avançou 1,33%, para 10.406 pontos, com 26 de seus 30 componentes encerrando o dia em território positivo. O Nasdaq registrou alta de 1,38%, para 2.197 pontos - maior fechamento desde 19 de setembro de 2008.

Na Europa, os principais índices das bolsas encerram em alta. Em Londres, o índice FT-100 subiu 1,63% e fechou com 5.382 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 1,50% e fechou com 3.863 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 2,07% e fechou com 5.804 pontos.

Bernanke e o dólar

A economia dos EUA vai continuar a crescer em 2010 e isto ajudará a garantir que o dólar se firme, disse o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke. Em discurso apresentado esta tarde no Clube Econômico de Nova York, Bernanke fez vários comentários sobre o dólar, algo raro para um presidente de banco central norte-americano.

Nos EUA, os temas relacionados ao câmbio costumam ser tratados pelo secretário do Tesouro. A fala de Bernanke não foi suficiente para reverter o movimento de queda da moeda norte-americana esta tarde. O euro superava US$ 1,50, sendo negociado US$ 1,5015, de US$ 1,4920 na sexta-feira.

IOF

Com a semana repleta de destaques pela frente, o mercado doméstico de câmbio aguarda um pouco mais de volatilidade nas cotações do dólar ante o real nos próximos dias. Ainda assim, o vaivém tende a ser limitado pela cautela em relação à perspectiva de que novas medidas para evitar a apreciação cambial sejam adotadas.

Boa parte dos especialistas diz que o governo estuda mudanças mais duradouras, ao contrário da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro, o que é considerado uma medida paliativa. Assim, a divulgação de novidades cambiais poderia demorar um pouco mais. Porém, ainda há uma corrente que acredita na adoção de medidas imediatas como, por exemplo, a elevação das alíquotas do IOF.

(Com informações da Agência Estado e da Reuters)

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