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Bovespa fecha em alta de 1,84%, puxada por ações da Vale

Mineradora teve 32% do volume da Bolsa e levou índice ao maior nível em 15 pregões

iG |

As ações da Vale puxaram a alta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça-feira. O Ibovespa – principal referência da Bolsa - subiu 1,84% e fechou cotado em 64.462 pontos. Trata-se do maior nível em 15 pregões, desde 25 de junho, quando o índice fechou em 64.823 pontos. As ações PNA da mineradora tiveram alta de 6% e as ON (com direito a voto) subiram 5,6%. Juntas, tiveram volume financeiro de R$ 2,4 biilhões, ou 32% do total negociado na Bolsa, de R$ 7,5 bilhões.

Os papéis da companhia já haviam subido 2,6% ontem, impulsionados pela expectativa de bons resultados trimestrais e pela alta das commodities. Nesta terça-feira, também pesa positivamente o anúncio da Vale de que acredita na recuperação dos preços do minério de ferro no mercado spot da China no quarto trimestre.

Na avaliação do analista de investimento da SLW Corretora, Pedro Galdi, o papel volta a presentar uma correção de preços, puxado principalmente pela atuação de investidores estrangeiros. Ontem, as ações da mineradora já tinham se destacado no pregão, com alta acima de 2%. "Acabou o vencimento de opções e parece que isso tirou um peso dos papel da Vale, que estava muito atrasado. A ação passa por um ajuste técnico e inclusive ajuda o Ibovespa a descolar do mercado externo", comentou Galdi. O resultado da Vale referente ao segundo trimestre deste ano deverá ser divulgado no dia 29 de julho.

Para o chefe da área de renda variável da Capital Investimentos, Fernando Barbará, o aumento na demanda por papéis de siderurgia e mineração não é exclusivo do mercado brasileiro. BHP, Rio Tinto e ArcelorMittal também sobem com força no mercado externo. Uma das justificativas para a alta, segundo o especialista, são as notícias vindas da China, indicando que o governo vai afrouxar as medidas tomadas para tentar conter o crescimento do setor de imóveis e construção.

Nos Estados Unidos o tom dos mercados, que era negativo, virou e as bolsas fecharam em alta. Nasdaq subiu 1,10% e Dow Jones teve ganho de 0,74%.

Apesar de a temporada de balanços no Brasil só ganhar corpo a partir da próxima semana, a Net Serviços divulgou hoje seus números trimestrais. Entre abril e junho deste ano, a companhia registrou queda de 69% no lucro líquido, para R$ 56,463 milhões, ante R$ 179,728 milhões registrados um ano antes. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 374,933 milhões no trimestre passado, um aumento de 30% em relação ao resultado de igual período de 2009.

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o IPCA-15 de julho, que registrou deflação de 0,09%. O número pode provocar alguma reação nos papéis de empresas ligadas aos setores de consumo e construção civil, assim como nas ações de bancos, por causa das expectativas de um ciclo de aperto monetário menos agressivo.

Dólar

O dólar comercial marcou o primeiro dia de baixa em cinco pregões. As ordens de venda nesta terça-feira ganharam respaldo na percepção de entrada de dinheiro externo no mercado local. O dólar comercial encerrou o pregão com desvalorização de 0,67%, a R$ 1,772 na compra e R$ 1,774 na venda. Na segunda-feira, a divisa avançou 0,22%, a R$ 1,786.

(com agências)

 

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