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Bovespa fecha em alta de 1,5% e chega perto de recorde

Durante o dia, o Ibovespa chegou a superar os 73 mil pontos; nos EUA, o Dow Jones atingiu maior patamar desde o estouro da crise

iG São Paulo |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caminhou nesta quinta-feira rumo ao maior patamar de sua história. Em sua quarta alta seguida, o Ibovespa, que é o principal índice da bolsa brasileira, fechou com ganho de 1,52%, aos 72.955. Durante a tarde, o Ibovespa chegou a romper os 73 mil pontos. O giro financeiro do dia superou a média ao somar R$ 7,869 bilhões.

O maior nível já atingido em um fechamento foi 73.516 pontos, em 20 de maio de 2008. No acumulado dos últimos quatro pregões, o índice subiu 3,8%.

Assim como na última quarta-feira, o que contribuiu para o ganho do Ibovespa nesta quinta foi a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de comprar US$ 600 bilhões em títulos do governo.

O anúncio do Fed se reflete na perda de força do dólar e na disparada das commodities, o que se contribui para a forte alta das "blue chips" brasileiras. Entre as empresas de maior peso no Ibovespa, no final da sessão a Petrobras via suas ações preferenciais apresentarem valorização de 1,56%, a R$ 27,42, e as ações preferenciais da Vale tinham queda de 2,30%, a R$ 49,35.

Já entre os maiores ganhos do Ibovespa no final do pregão estavam as ações ordinárias da Cyrela, com alta de 4,80% (R$ 22,70) e os papéis preferenciais e ordinários da Usiminas, com valorizações de 4,05% (R$ 22,33) e 3,63% (R$ 25,70), respectivamente. Por outro lado, as perdas eram lideradas pelas ações ordinárias da ALL, com queda de 3,89%, para R$ 15,81.

Segundo operadores, para seguir adiante, rompendo essa barreira dos 73 mil pontos, a Bovespa precisa de um dado favorável de criação de vagas (payroll) nos EUA amanhã. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones preveem a abertura de 60 mil vagas em outubro ante corte de 75 mil setembro, e taxa de desemprego de 9,6%.

No exterior, as bolsas asiáticas e europeias também fecharam no campo positivo. Na Europa, as bolsas atingiram o maior nível em seis meses. Além da medida do Fed, a safra de balanços positivos na região e dados de produção industrial também estimularam os investidores.

O movimento de alta também aconteceu no mercado norte-americanos. O índice Dow Jones fechou na maior pontuação desde a quebra do banco Lehman Brothers, que marcou a crise financeira de 2008. O índice avançou 1,96%, para 11.434 pontos. Já a Nasdaq subiu 1,46% e o S&P 500 ganhou 1,93%.

As bolsas dos EUA foram influenciadas também pelo bom desempenho das varejistas, que anunciaram um crescimento de 1,6% das vendas de mesmas lojas, ou lojas abertas há pelo menos um ano, em outubro, em linha com as estimativas dos analistas.

O cobre e o ouro avançaram mais de 3% e a alta do petróleo superou 2%. "Esse novo programa de afrouxamento quantitativo do Fed é um fenômeno ruim, pois é um sinal de economia cambaleante, mas que se reflete nos ativos, dando munição para os operadores comprarem commodities e ações", afirma o gestor gerente da Infinity Asset, Georges Sanders

95 mil pontos

Na avaliação de Marcio Noronha, analista técnico do Link Trade, home broker da Link Investimentos, se o Ibovespa ultrapassar o topo histórico do intradia, de 73.920 pontos, registrado em 29 de maio de 2008, o índice tem condições de buscar os 95 mil pontos. Segundo ele, se romper sua máxima histórica, o Ibovespa pode buscar um patamar entre 80 e 95 mil pontos.

Dólar

No mercado cambial, o dólar teve a maior queda diária em cinco meses. Depois de começar o dia abaixo de R$ 1,70, e terminou a jornada valendo R$ 1,678 na venda, queda de 1,35%. Desde 10 de junho (-2,05%) a moeda não caía tanto em um único dia. Já o preço de fechamento é o menor desde 20 de outubro, quando valia R$ 1,675.
 

(Com agências)

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