Mercados de ações no mundo iniciaram a semana com direções distintas. No Brasil, TAM registrou o maior volume, mas caiu

O Ibovespa subiu nesta segunda-feira, num dia de indecisão nos mercados internacionais. As bolsas da Ásia caíram, mas as da Europa não indicaram tendência e, em Nova York, os mercados de ações fecharam de lado. O principal índice da Bolsa paulista fechou com ganho de 0,66%, cotado em 66.701 pontos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de apenas 0,01%, após ter passado o dia em baixa. Nasdaq subiu 0,39%. Nesta jornada, influenciaram os negócios brasileiros o vencimento de opções sobre ações e a repercussão dos balanços de grandes empresas.

Na agenda externa, a unidade de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) mostrou que as condições para a indústria de transformação na região tiveram melhora modesta em agosto. O indicador Empire State Manufacturing subiu 2 pontos de julho para agosto, de 5,1 para 7,1 pontos. Leituras acima de zero significam que a maioria das empresas consultadas avalia que os negócios estão melhorando.

No Japão, o desempenho da economia entre abril e junho desaniou o mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2009, e 0,1% na comparação com os três meses anteriores, totalizando US$ 1,288 trilhão.

No front doméstico, os investidores repercutem a união das operações entre as companhias aéreas TAM e LAN, anunciada na sexta-feira. As famílias Amaro e Cueto controlarão a nova Latam Airlines Group com quase 38% do capital. A nova empresa terá apenas ações com direito a voto. Desse total, os chilenos serão donos de 24,07% e a família brasileira, 13,52%, segundo o presidente e executivo-chefe da TAM, Marco Antonio Bologna.

A TAM foi avaliada em cerca de R$ 6,5 bilhões para o negócio, depois de ter encerrado a quinta-feira valendo R$ 4,3 bilhões. Considerando os preços de fechamento das ações da TAM (R$ 36,20 na Bovespa) e da LAN (13.900 pesos chilenos, cerca de R$ 48, na bolsa de Santiago), no último pregão, a relação de troca estabelecida no acordo, de 0,9 ação da LAN para cada ação da TAM, equivale a R$ 43 por ação da companhia brasileira.

Na sexta, os papéis PN da TAM subiram 27,6%, incorporando parte do prêmio previsto na operação. E, nesta jornada, as ações abriram em alta, mas não resistiram e fecharam em queda de 0,49%. O volume financeiro foi o maior do dia, de quase R$ 600 milhões. Em relatório de ontem, o Morgan Stanley diz que o momento pode ser bom para realizar lucros, já que o processo de fusão ainda está no começo, o que embute dúvidas significativas. Além disso, o banco diz que uma estrutura de administração como a proposta, que exige cooperação próxima, pode trazer "dores crescentes no caminho para o sucesso estratégico".

Os investidores também ficaram de olho em uma série de balanços corporativos, entre os quais o da Petrobras. A estatal encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 8,295 bilhões, um aumento de 1,7% ante os R$ 8,16 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. Hoje, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, garantiu que a operação de capitalização da empresa ocorrerá em setembro e afirmou que a companhia não tem problemas de caixa.

O executivo explicou que os recursos que entrarão no caixa da empresa com a capitalização serão destinados ao longo prazo e frisou que há fôlego para manter os investimentos previstos. "Não temos problemas de caixa, temos R$ 24 bilhões", disse Gabrielli, que participa de evento da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP). "Não trabalhamos com essa hipótese", acrescentou, ao ser questionado sobre a possibilidade de a capitalização ser adiada e não ocorrer em setembro. Os papéis PN da Petrobras subiram apenas 0,07%.

(com Valor Online)

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