Redução de recomendações e rumores de escândalo envolvendo a estatal contribuíram para baixa; Ibovespa fecha em queda de 0,88%

As ações da Petrobras tiveram um forte volume de negociação e puxaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o terreno negativo mais uma vez. Depois de os papéis da estatal terem caído cerca de 4% ontem, hoje perderam mais 2%. Alguns fatores negativos estão contribuindo para essa queda. Entre eles, a publicação de relatórios por bancos e corretoras reduzindo o potencial de alta dos papéis.

O Ibovespa, principal índice da Bovespa, fechou em baixa de 0,88% nesta quinta-feira e perdeu os 70 mil pontos, cotado a 69.918 pontos. 

Já os papéis preferenciais da Petrobras caíram 2,16%, para R$ 25,30, e os ordinários perderam 2,98%, para R$ 28, 31. Juntos, movimentaram R$ 1,9 bilhão, cerca de 18% dos R$ 11 bilhões que giraram no Ibovespa. 

Para analistas, o movimento de queda acontece, em primeiro lugar, devido ao rebaixamento da recomendação de alguns bancos para a empresa. A Itaú Corretora, por exemplo, rebaixou os papéis da Petrobras no Brasil, enquanto o Barclays Capital reduziu as expectativas para as American Depositary Receipts (ADRs) da empresa.

Além disso, há rumores no mercado de que uma revista semanal poderá divulgar neste final de semana um escândalo envolvendo a Petrobras e o governo, o que leva investidores a se anteciparem e venderem os papéis. 

A queda do petróleo é um fator que pressiona a petrolífera. Outro ponto levantado por analistas é a menor atratividade da empresa após o aumento da fatia do governo na sua estrutura societária. "Existe um risco de decisões se tornaram mais políticas", comenta Erick Scott, analista da SLW Corretora.

O analista afirma que a que da Petrobras acaba levando outros papéis à desvalorização. "A empresa incentivou uma venda generalizada e vários papéis caíram em torno de 2%", afirma.

O anúncio de descoberta de de petróleo leve no campo de Tupi, na última quarta-feira, não foi suficiente para anumar os investidores. "Os dados desfavorárveis estão com um peso maior", segundo Scott. 

Dólar

Em meio à cautela nas mesas de câmbio, o dólar fechou em alta pelo segundo dia consecutivo no mercado doméstico. O dólar comercial fechou a R$ 1,686 com alta de 0,36% no mercado interbancário de câmbio.

(Com agências)

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