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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera nesta segunda-feira em terreno negativo, seguindo o mercado internacional. Por volta das 15h40, o índice Ibovespa ¿ a principal referência da bolsa paulista ¿ caía 0,19%, aos 66.955 pontos. Na sexta, a Bovespa descolou das bolsas dos EUA e da Ásia e fechou em alta de 1,04%, aos 67.082 pontos.

Nos EUA, a bolsa de Nova York opera em leve baixa, com o mercado absorvendo os números de vendas das varejistas na "Black Friday". As vendas cresceram apenas 0,5% este ano em relação ao mesmo dia do ano passado, de acordo com dados da ShopperTrak. Já as vendas online no dia 27 cresceram 11% em relação à Black Friday de 2008, segundo dados da comScore.

No mesmo horário acima, o índice Dow Jones recuava 0,20%, enquanto o Nasdaq perdia 0,54%.

Bolsas asiáticas

A redução dos temores sobre a crise de débito do Dubai World fez com que as bolsas da Ásia se recuperassem e fechassem com resultados expressivos nesta segunda-feira. Não houve negociações nas Filipinas por ser feriado.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 687 pontos, ou 3,3%, e terminou aos 21.821,50 pontos, após ter perdido 4,8% na sexta-feira.


Dubai

A bolsa de valores de Dubai encerrou a segunda-feira em queda de 7,3%, a maior desde 8 de outubro de 2008, depois do emirado ter anunciado um adiamento no pagamento de bilhões de dólares em dívida. Já o mercado acionário de Abu Dhabi, outro emirado que forma os Emirados Árabes Unidos, despencou 8,3%, a maior perda diária da história do índice.

Dólar 

No mercado cambial, o dólar comercial "virou" e registra alta. Às 15h38, a moeda norte-americana subia 0,57% e era vendida a R$ 1,753. Na sexta, o dólar fechou negociado a R$ 1,743 para venda, em desvalorização de 0,4% frente ao real.

O mercado forma nesta segunda-feira a taxa ptax (taxa média calculada pelo Banco Central) de fim de mês observando um caminho hesitante do dólar no cenário externo ante seus principais pares cambiais.

O dia é dedicado ao tradicional embate dos "vendidos" (apostas na baixa do dólar) com os "comprados" (aposta na alta da moeda norte-americana), já que será formada a Ptax que liquidará o dólar para vencimento em dezembro no dia 1º. Essa disputa pode obstruir que os sinais externos ditem o movimento do mercado interno.

Com a alta do dólar na semana passada, houve reversão de posições vendidas e os "comprados" devem atuar fortemente para a subida das cotações a fim de maximizar seus ganhos nessas rolagens de contratos, embora a força dos "vendidos" não deva ser desconsiderada.


(Com Agências)

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