Bolsas dos EUA também têm queda, dólar sobe 2% e supera R$ 1,78

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta sexta-feira e deve terminar a semana sem um rumo definido. Depois de fechar de lado na quinta-feira, com ligeira alta de 0,02%, o índice de referência da Bolsa, Ibovespa, perdia 1,21% às 14h34 desta sexta-feira, cotado em 62.723 pontos. Tanto aqui como no exterior, os investidores têm postura de cautela à espera de novos sinais das economias chinesa e norte-americana.

No mercado cambial, o dólar subia 2,13%, para R$ 1,784 na venda. Ontem, a moeda fechou o dia valendo R$ 1,770 na compra e R$ 1,772 na venda, avanço de 0,45%.

Nesta sexta, o mercado pode ter uma reação a resultados de empresas dos Estados Unidos. Nesta manhã, a GE anunciou lucro de US$ 3,2 bilhões no segundo trimestre e o Bank of America (BofA) um lucro líquido de US$ 3,123 bilhões, ambos acima do esperado. Por outro lado, também foi anunciado nos EUA o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) norte-americano, que recuou 0,1% em junho, a terceira redução mensal consecutiva. Apesar dos ganhos das companhias, Nasdaq, Dow Jones e S&P 500 apresentam queda nesta sexta. Por volta de 14h38 (hora de Brasília), os índices perdiam 2,29%, 1,98% e 2,24%, respectivamente.

Na Ásia, o destaque fica com a Bolsa de Tóquio , que caiu para seus piores níveis em mais de um mês, enquanto o iene atingiu a maior cotação diante do dólar em duas semanas, com os temores acerca de uma deterioração das perspectivas de crescimento econômico dos EUA. As demais bolsas da região fecharam sem fortes variações.

Já os mercados europeus sobem influenciadas pela alta forte das ações da British Petroleum , que ontem conseguiu estancar o vazamento de óleo no Golfo do México pela primeira vez em três meses.

Por aqui, saíram o IPC-S , que mostrou deflação de 0,13% na segunda prévia de julho, e o IGP-10 , que desacelerou para 0,05% em julho. Os economistas da Gradual Investimentos comentam que são mais dois números a exercer pressão no Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, que na próxima semana se reune para definir o rumo dos juros do País. "Como se não bastasse o conjunto de notícias que antecedem a reunião do Copom da semana que vem apontando um viés de baixa à curva de juros, hoje foi a vez do IGP-10 fazer coro com a banda deflacionista", afirmam.

(Com agências)

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