Ibovespa definiu queda após números dos EUA

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia instável e oscilou entre os terrenos positivo e negativo. O fechamento do principal índice da bolsa - o Ibovespa - acabou ficando no vermelho, com queda de 0,43%, aos 70.792 pontos. O volume financeiro somou R$ 6,38 bilhões.

A baixa do mercado local seguiu perdas do mercado de ações dos EUA, acentuadas após a divulgação de um relatório do Federal Reserve (FED) que mostrou um declínio maior que o esperado no crédito ao consumidor norte-americano. Também pesavam sobre o mercado os receios dos investidores com a dívida grega e os comentários do presidente do Federal Reserve de Kansas City, Thomas Hoenig, sobre a possibilidade de aumento na taxa básica de juro do país.

Segundo ele, o Fed poderia elevar os juros para 1% como forma de se proteger da inflação e de possíveis bolhas no mercado financeiro sem prejudicar a incipiente recuperação econômica dos EUA. Ele acrescentou que "o atual estado da economia garante uma política monetária acomodatícia", mas, conforme houver melhora, "surgirão riscos relacionados à manutenção dos juros baixos por um período prolongado".

Às 16h56 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,76%, para 10.887 pontos, o Nasdaq perdia 0,30%, para 2.429 pontos, e o S&P 500 tinha queda de 0,63%, para 1.181 pontos.

Na Ásia, a maioria dos mercados asiáticos estendeu os ganhos de ontem nesta quarta-feira. Os bons resultados dos balanços corporativos deram fôlego para os investidores. No entanto, pode influenciar os mercados globais nesta quarta-feira a possibilidade de um aperto monetário na China neste trimestre e de valorização da moeda, o yuan, o que poderia afetar o crescimento global.

Segundo as agências internacionais, o jornal chinês China Securities News publicou que o conselheiro do PBOC, Li Daokui, teria dito que Pequim considera a possibilidade de elevar a taxa de juro no segundo trimestre, diante da perspectiva de o crescimento econômico superar os 11% e caso a taxa de inflação supere os 3%.

Na Europa, a última revisão do dado do Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro referente ao quarto trimestre mostrou revisão para pior. Ao invés do crescimento de 0,1% sobre o trimestre anterior com ajuste sazonal, a variação foi nula. "Ou seja, o processo de recuperação iniciado no terceiro trimestre (quando o PIB cresceu 0,4%) foi interrompido", comentam os economistas do Banco Fator em relatório diário.

Dólar

O dólar comercial fechou em baixa de 1,31%, cotado a R$ 1,773 para venda.

(com Agência Estado e Valor Online)

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