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Bovespa amplia queda com Espanha

Rebaixamento do país europeu pela Fitch amplia queda do Ibovespa, que já seguia baixa dos Estados Unidos

iG |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta sexta-feira. Em princípio acompanhando as perdas em Nova York, o Ibovespa ampliou a baixa após a notícia de que a Fitch rebaixou a Espanha. Por volta das 15 horas, o principal índice da bolsa paulista caía 0,82%, aos 61.581 pontos. Ontem, a Bolsa consegui cravar um segundo pregão seguido de alta, movida por notícias positivas vindas da China. O Ibovespa subiu 3,16% no fechamento, cotado em 62.091 pontos. Foi o maior nível em praticamente duas semanas.

Na avaliação do sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, a proximidade do fechamento do mês de maio está gerando a volatilidade da Bolsa. "Além disso, enquanto houver instabilidade na zona do euro, a oscilação vai predominar sobre o mercado. A volta de pelo menos uma parte dos recursos dos estrangeiros para a Bovespa poderá ajudar a sustentar uma alta", comentou.

A divulgação de números dos Estados Unidos também contribui para um maior pessimismo dos agentes. Em abril, o gasto do consumidor americano ficou estagnado em abril, enquanto a renda pessoal avançou 0,4%, um pouco abaixo do esperado por economistas. O Institute for Supply Management (ISM) - Chicago ainda revelou que a atividade manufatureira na área de Chicago cresceu em menor ritmo em maio. O indicador que mede o desempenho do setor na região ficou em 59,7, ante os 63,8 de abril. Leituras acima de 50 implicam avanço.

EUA

Apesar de a Europa dar uma trégua nas más notícias, as Bolsas de Nova York negociam em baixa, se preparando para o fim de semana prolongado pelo feriado do Memorial Day, na segunda-feira. Às 15 horas, o Dow Jones caía 1,12%, Nasdaq perdia 1,13% e o S&P500 recuava 1,16%.

Europa

As bolsas europeias já estavam fechadas quando saiu a notícia do rebaixamento da Espanha pela Fitch. O principal índice de ações da Europa fechou em baixa nesta sexta-feira, pondo fim a dois dias consecutivos de ganhos, com a BP se depreciando devido à incerteza em torno do derramamento de petróleo e as ações do setor de energia acompanhando a fraqueza na cotação do preço do petróleo.

Bolsas asiáticas

Os bons resultados em Wall Street e a negativa da China de que estivesse revendo seus investimentos em ativos europeus alavancaram os negócios nesta sexta-feira na maioria dos mercados da Ásia. As Bolsas de Cingapura, Jacarta (Indonésia), Bangcoc (Tailândia) e Kuala Lumpur (Malásia) não operaram devido a feriados locais.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 335,34 pontos, ou 1,7%, e terminou aos 19.766,71 pontos - na semana, o índice acumulou alta de 1,1%.

Já as Bolsas da China estiveram estáveis. A queda no setor imobiliário, com preocupações de que Pequim irá adotar medidas adicionais para desaquecer o mercado, ofuscaram os ganhos entre as petrolíferas e mineradoras por conta da alta das commodities. O índice Xangai Composto baixou apenas 0,01% e encerrou aos 2.655,77 pontos - na semana, o índice apresentou elevação de 2,8%. O índice Shenzhen Composto ganhou 0,2% e terminou aos 1.062,78 pontos.

Dólar

O dólar comercial opera em queda de 0,22% nesta sexta-feira. Às 15 horas, a moeda norte-americana valia R$ 1,822 para venda. Na quinta-feira, o dólar encerrou o dia negociado a R$ 1,824 na compra e R$ 1,826 na venda, queda de 1,72%.

(com agências)

 

 

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