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Bovespa acompanha NY e fecha em queda

As bolsas dos EUA mantiveram o mau humor de ontem. Por aqui, o Ibovespa perdeu 0,31% nesta sexta, mas subiu 0,62% na semana

AE |

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O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 0,31%, aos 66.677,16 pontos, mas acumulou ganho de 0,62% na semana. Sem a divulgação de dados nos Estados Unidos que possam direcionar os negócios, as bolsas norte-americanas mantiveram o mau humor de ontem, com os índices Dow Jones e o S&P500 fechando em queda e contaminando a bolsa brasileira. À deriva, os investidores seguiram identificando nos últimos dados divulgados sobre a economia dos Estados Unidos motivos para receios com uma desaceleração na economia. Seguindo as bolsas de Nova York, os preços dos metais básicos e do petróleo recuaram, afetando as ações de empresas ligadas a commodities. O Ibovespa, que tem forte concentração de ações do segmento, sentiu o peso sobretudo nos papéis da Vale e de siderúrgicas.

As ações da Petrobras,apesar da estabilidade do papel PN, depois de perda de 5,37% nas duas sessões anteriores, continuaram afetadas pelas dúvidas acerca do preço que será definido para o barril de petróleo na cessão onerosa da União à estatal com vistas à capitalização.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou da mínima de 66.336,57 pontos, em queda de 0,82%, à máxima de 66.891,65, em alta de 0,01%. Na semana, soma alta de 0,62%; no mês, perde 1,24% e no ano, 2,79%. O giro financeiro foi de R$ 4,277 bilhões. Os dados são preliminares.

O papel ON da Petrobras caiu 0,20%, para R$ 30,30, e o PN ficou estável a R$ 26,78. Na semana, a queda acumulada foi de 4,59%, na ON, e de 3,18%, na PN. "A recuperação de hoje indica que o papel encontra defesa a uma queda maior nesse patamar", afirmou Fausto Gouveia, economista chefe da Legan Asset. O economista comentou que, apesar do esforço do governo em mostrar que o processo para a capitalização está em andamento, "o que o mercado quer é ver o preço do barril" que vai definir o valor da oferta" e mantém cautela com as ações da estatal enquanto o dado não é definido.

Em nota ontem à noite, os ministérios de Minas e Energia, da Fazenda e a Casa Civil da Presidência da República confirmaram que receberam "avaliações preliminares" sobre o preço do barril de petróleo feitas pelas certificadoras contratadas pela ANP e pela Petrobras, mas não revelaram os valores. Segundo apuração da Agência Estado, a consultoria Gaffney Cline Associates (GCA), contratada pela ANP, chegou a um valor de US$ 10 a US$ 12 por barril. A Petrobras, por sua vez, teria uma avaliação entre US$ 6 e US$ 8 por barril, enquanto o mercado previa um intervalo de US$ 5 a US$ 6 por barril.

De acordo com a nota divulgada, o governo quer "informações adicionais" da ANP e da Petrobras sobre as avaliações apresentadas e "aguardará a conclusão dos laudos de certificação para a definição dos parâmetros da cessão onerosa". A necessidade do governo por "informações adicionais" reforçou no mercado as suspeitas de que pode haver algum atraso na capitalização. Isso apesar de o governo e a Petrobras virem reafirmando que está mantido o cronograma que prevê a conclusão da operação até o fim de setembro - hoje ainda o ministro Guido Mantega, da Fazenda, afirmou que o governo continua trabalhando com o prazo de 30 de setembro para a capitalização da estatal.

As ações ON da Vale caíram 1,22% e as PNA cederam 1,25%. Os investidores mantiveram cautela com os papéis da empresa também de olho nas eleições na Austrália neste final de semana, que podem resultar em manutenção ou introdução de imposto para as mineradoras.

Entre as siderúrgicas, CSN ON caiu 1,25%; Usiminas ON cedeu 1,29% e PNA, -1,83%.

Em Nova York, o Dow Jones desvalorizou-se 0,56%, para 10.213,62 pontos, com perda de 0,87% na semana; a Nasdaq subiu 0,04%, para 2.179,76 pontos, com alta de 0,29% na semana; e o S&P500 caiu 0,37%, para 1.071,69 pontos, com recuo de 0,70% na semana. Os dados são preliminares.

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