Mercado tem a missão de testar nível dos 70 mil pontos, mas clima morno no exterior não favorece continuidade do rali

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A Bolsa de Valores de São Paulo abre o pregão desta quarta-feira com a missão de testar o nível dos 70 mil pontos, o que não acontece desde meados de abril. Mas o clima morno no exterior, diante de uma agenda econômica fraca nos EUA, não corrobora para a continuidade do rali verificado desde o início desta semana, deixando incerta a direção dos negócios locais ao longo do dia, com uma maior dependência do desempenho dos mercados em Nova York. Às 10h07, o índice Bovespa tinha baixa de 0,29% a 69.029,97 pontos.

Depois de fechar ontem acima do nível dos 69 mil pontos pela primeira vez em cinco meses e com o término da oferta pública de ações da Petrobras, analistas avaliam que, agora, a Bovespa deve voltar a ter maior aderência às Bolsas norte-americanas. "As atenções se voltam para a agenda de indicadores econômicos dos EUA e para a safra de balanços, que se aproxima", comenta um operador de renda variável de uma corretora paulista. Hoje, porém, o único indicador norte-americano previsto para o dia é o relatório semanal de estoques de petróleo. Ao mesmo tempo, crescem as especulações de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) terá de adotar medidas para estimular a economia dos EUA, o que contribuiu para a fraqueza do dólar.

Com isso, os agentes não descartam uma realização de lucros na Bolsa, antes de seguir avançando, na tentativa de romper, com maior vigor, os 70 mil pontos. Ações de peso, como os de Vale e siderúrgicas, seriam os principais alvos em um eventual embolso de ganhos, já que acumulam ganhos significativos nos últimos pregões. Mas a China trouxe hoje mais uma boa notícia às empresas exportadores de matérias-primas, ao anunciar um crescimento da atividade manufatureira em setembro, pelo segundo mês consecutivo e no ritmo mais elevado de expansão desde abril deste ano.

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