Dados positivos sobre o mercado de trabalho e balança comercial nos Estados Unidos animam os investidores

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Travada pelos negócios com as ações da Petrobras, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve buscar inspiração no sinal positivo observado no exterior para avançar hoje. Nos mercados internacionais, a queda maior que a esperada nos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos Estados Unidos e o déficit comercial norte-americano abaixo do previsto em julho estimulam os ganhos. O comportamento da Bovespa, no entanto, vai depender da alocação dos investidores na Petrobras. Às 10h16 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,30%, aos 66.604 pontos.

As ações ON e PN da Petrobras cederam mais de 4% ontem, com os especialistas apontando que os papéis devem seguir voláteis até o início da próxima semana, oscilando ao sabor do cronograma da oferta pública e também da disposição dos investidores de subscrever o volume desejado, com vistas à formação do preço dos novos ativos e à capitalização da companhia. Segundo fontes, a data limite para transações visando à operação é a próxima quarta-feira, dia 14. O prazo seria o máximo para obter, no dia 17, a posição de custódia pretendida, uma vez que a liquidação financeira dos papéis ocorre três dias após a realização da transação (o chamado D+3).

Enquanto a ação da estatal dita a tônica dos negócios na Bolsa, os agentes devem se apoiar no sentimento mais ameno no exterior para retomar as compras de ativos nacionais. Dados econômicos norte-americanos divulgados nesta quinta-feira ampliaram os ganhos das principais praças financeiras internacionais, impulsionadas pelo apetite ao risco.

Segundo o governo dos EUA, o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego no país caiu 27 mil, para 451 mil, após ajustes sazonais, na semana até o último sábado (dia 4). Economistas esperavam queda de apenas 2 mil solicitações. Ainda nos EUA, o saldo da balança comercial ficou negativo em US$ 42,78 bilhões em julho, menor que a previsão de déficit de US$ 47 bilhões.

No Brasil, os investidores também estarão atentos às projeções financeiras anunciadas pelo Pão de Açúcar, desta vez incorporando os resultados da Casas Bahia e do Ponto Frio, o que sinaliza sinergias nas operações. Segundo a Nova Globex, as vendas brutas devem ficar acima de R$ 20 bilhões em 2011.

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