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Se o exterior ajudar e a Petrobras não atrapalhar, a tendência de alta na bolsa deve se manter no curto prazo

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Se o exterior ajudar e a Petrobras não atrapalhar, a tendência de alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve se manter no curto prazo. Hoje, depois que os investidores embolsaram ontem lucros acumulados, a Bolsa tenta recuperar os 71 mil pontos. Às 10h29 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,17%, para 70.659 pontos.

Apesar dos temores que arrastaram a Bovespa para abaixo do nível dos 71 mil pontos ontem - seja por causa da incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 4% em fundos multimercados e de ações ou por causa do tombo das ações de Petrobras -, o economista da Senso Corretora, Antônio Carlos Amarante, não descarta a tendência de alta para o mercado.

"Realizações pontuais de lucros acontecerão, abrindo brechas para comprar mais ações e permitir um rali de curto prazo", avalia. Para ele, a exceção é a Petrobras, que vem perdendo atratividade aos olhos dos investidores por questões de transparência, após o aumento da fatia do governo na estatal. "E isso estimula migração de posição para outros papéis, não só do mesmo setor", acrescenta.

Apesar da cautela que impera nos mercados antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, amanhã, o sinal positivo vindo do exterior deve beneficiar a performance da Bolsa. Hoje, o Departamento do Trabalho do país informou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 11 mil, para 445 mil, após ajustes sazonais, na semana até 2 de outubro. Economistas esperavam uma alta de 2 mil pedidos.

O dado serviu de alento aos investidores, após a decepção com a pesquisa ADP/MA sobre o emprego no setor privado norte-americano. Os dados de hoje reacenderam o otimismo com os números oficiais sobre o emprego nos EUA, tanto no setor público quanto no privado. Em todo o mundo, os investidores também estarão atentos aos desdobramentos da guerra cambial travada por vários governos. Outro ponto de atenção é a nova rodada de estímulos econômicos que pode surgir sobretudo nos países desenvolvidos.

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