Líder em MG, Araújo Fontes busca sócio e quer fechar ano com R$ 2,5 bilhões de patrimônio sob gestão, aumento de 66,6% ante 2009

Araújo Fontes quer atingir patrimônio sob gestão de R$ 2,5 bilhões este ano, diz Borlido
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Araújo Fontes quer atingir patrimônio sob gestão de R$ 2,5 bilhões este ano, diz Borlido
O mercado de fusões e aquisições para pequenas e médias empresas continua a todo vapor. Movidas pela melhoria da economia brasileira e por projetos ligados à Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas, as companhias parecem ignorar os estresses de países europeus e seguem fechando negócios. Com isso, as boutiques financeiras crescem junto.

É o caso da Araújo Fontes, empresa de Minas Gerais (MG) que oferece serviços customizados para companhias de menor porte de todo o País. Fundada há 20 anos, a boutique tem atualmente 32 mandatos ativos, sendo 22 de fusões e aquisições, seis de operações estruturadas e o restante de implementação de gestão integrada de patrimônio. A empresa é líder nos setores em que atua em Minas Gerais.

Felipe Borlido tornou-se sócio da Araújo Fontes há dois anos, vindo, a exemplo de muitos colegas, do mercado financeiro. Até então, era diretor da divisão de operações estruturadas do Banco Finantia, baseado em Nova York. Ele conta que o crescimento tem sido rápido. Em janeiro de 2009, a boutique tinha R$ 130 milhões em patrimônio sob gestão. Esse número pulou para R$ 1,5 bilhão atualmente e a intenção é atingir R$ 2,5 bilhões ao final deste ano, um aumento de 66,6%.

Fusões e Aquisições

Número de transações efetuadas no Brasil

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PriceWaterhouseCoopers

Empresas fecham negócios, mas com mais critério

“De janeiro até agora tivemos uma procura muito grande por serviços variados”, diz. Os efeitos do último estresse ligado a problemas com países europeus não foi sentido no número de negócios, mas na cautela. “Os empresários colocaram mais critério nos negócios.”

Borlido conta que a Araújo Fontes tem atualmente 8% do mercado de fusões e aquisições com valores de até R$ 500 milhões, segundo número do serviço independente Mergermaket. A ideia é chegar a 2012 com uma fatia entre 13% e 15% do total.

Entre as estratégias para o crescimento está a procura por um sócio que ajude a melhorar sua capacidade de distribuição, alavancar sua marca e contribuir com capital para reforçar a oferta de serviços. “Começamos a ser abordados por bancos de fora que têm intenção de operar no Brasil”, afirma.
Segundo ele, os mercados emergentes saíram menos machucados da crise financeira de 2008. O Brasil, em especial, atrai por ter um mercado financeiro bem regulamentado. “O estrangeiro quer estar nas obras da Copa e das Olimpíadas”, acrescenta.

Expansão física

A empresa também está expandindo sua capacidade física. De acordo com Borlido, o fato de ter sede em Minas Gerais nunca foi um limitador para os negócios da companhia. “Há uma gama gigantesca de pequenas e médias que não estão concentradas em São Paulo e no Rio de Janeiro”, conta. Apesar disso, a busca por crescimento passa pela proximidade com os mais variados clientes.

Para tanto, a Araújo Fontes está abrindo um escritório em São Paulo, para ficar mais próxima dos bancos com os quais lida no dia a dia, e também terá uma representação em Recife (PE). A Araújo Fontes tem um acordo operacional em Curitiba desde 2008 e abriu um escritório em Goiânia (GO) em 2009.

Negócios

Nesta segunda-feira, a boutique anunciou a conclusão da reestruturação de dívida do Grupo metalúrgico Ferrosider. A operação, que foi realizada via empréstimo sindicalizado, foi liderada pelo Banco Votorantim e também contou com a participação dos bancos Itaú, Bic Banco e BTG Pactual.

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