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Bons investimentos imobiliários estão em cidades médias, dizem especialistas

Fundos de private equity buscam empreendimentos fora dos grandes centros, em locais onde a economia cresce com mais força

Olívia Alonso, iG São Paulo |

Getty Images
Vista noturna de Campinas, que está no radar da gestora Trivèlla Investimentos, ao lado de Sorocaba, Londrina, Maringá, São Carlos e Piracicaba
As cidades médias brasileiras têm as melhores oportunidades de investimento para os fundos de private equity especializados no setor imobiliário, na opinião de especialistas. O forte potencial de crescimento das economias dessas cidades, muitas vezes puxado por multinacionais, é um dos fatores que favorecem o ramo de imóveis.

“Nas cidades médias o crescimento populacional é 44% maior do que nas grandes. O crescimento do PIB [Produto Interno Bruto, que mede as riquezas geradas pela economia] é 61% maior e o PIB per capita é 83% maior,” afirma Jon Toscano, presidente da Trivèlla Investimentos.

A Trivèlla Investimentos prioriza a destinação de seus aportes para cidades médias - que têm entre 300 mil e 1 milhão de habitantes - do interior dos Estados de São Paulo e Paraná, segundo Toscano.

“Esses locais concentram 36% do PIB brasileiro,” diz. Entre os municípios escolhidos pelos gestores estão Sorocaba, Londrina, Maringá, São Carlos, Piracicaba e Campinas.

O executivo afirma que cidades interioranas são subantendidas e que seus crescimentos vêm sendo potencializados por multinacionais. “A Toyota, por exemplo, está em Sorocaba, a Hyundai em Piracicaba,” afirmou Toscano durante o Encontro com a Indústria de Private Equity e Venture Capital, organizado pela Associação Brasileira da Private Equity & Venture Capital (ABVCAP) nesta quarta-feira, em São Paulo.

Renato Garcia, diretor presidente da RG Salamanca Capital, braço brasileiro do londrino Salamanca Group, concorda com Toscano. "Buscamos mpreendedores eficientes e empresas familiares em locais não óbvios, onde os ninguém quer ir," diz Garcia.

A Salamanca Capital fez um investimento recente em Natal (RN), na empresa de engenharia e incorporação imobiliária Ecocil e, na opinião de Garcia, a região nordeste é atrativa pois oferece menor concorrência.

Apesar da atratividade dos pequenos centros, os grandes ainda têm oportunidades, segundo os especialistas. Mas dado o alto nível de saturação, são cidades em que os preços são mais altos. “Ainda são bons mercados, só que mais caros,” diz Helmut Fladt, da Pátria Investimentos.

No caso do Rio de Janeiro, Garcia acrescenta que existe ainda há um potencial de valorização grande em algumas regiões em função da grande liquidez esperada para os próximos 5 a 6 anos, em parte decorrente da demanda crescente por causa da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

10% do mercado

Em volume, Toscano estima que cerca de 10% do capital investido por meio de fundos de private equity seja direcionado ao setor imobiliário.

Para dar uma ideia do que isso significa, nas contas de Patrice Etlin, diretor da gestora Advent International, os fundos já captaram cerca de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 14,3 bilhões) para investir no Brasil ainda este ano.

Investindo em imóveis

Além de grandes fundos administrados por empresas de private equity, o mercado brasileiro têm diversas opções de fundos imobiliários que vendem cotas para pessoas físicas.

Para Mordejai Goldenberg, vice-presidente executivo da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield, os investimentos imobiliários são uma boa opção para integrar portifolios de quem está planejando a aposentadoria. “Os fundos têm um grande apelo para a pessoa física,” afirma.

A principal vantagem que oferecem em relação a outras modalidades de investimento é a isenção de imposto de renda sobre os lucros. Desde que não tenham 10% ou mais do total de cotas do fundo, não precisam pagar IR sobre os ganhos.

Veja os prós e contras dos fundos imobiliários

 

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