SÃO PAULO - O bom humor dos investidores visto inicialmente no mercado asiático, depois no europeu e, posteriormente, no americano, também contagia as operações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no primeiro pregão de agosto. Além de reagirem aos indicadores econômicos divulgados, os agentes repercutem novos balanços corporativos, com destaque para o setor financeiro europeu. No Brasil, o Ibovespa sobe pelo 11º pregão consecutivo e testa a linha dos 68 mil pontos desde o início do dia. Por volta das 12h20, o principal índice da Bovespa avançava 1,44%, a 68.490 pontos, com giro financeiro negociado de R$ 2,347 bilhões.

SÃO PAULO - O bom humor dos investidores visto inicialmente no mercado asiático, depois no europeu e, posteriormente, no americano, também contagia as operações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no primeiro pregão de agosto. Além de reagirem aos indicadores econômicos divulgados, os agentes repercutem novos balanços corporativos, com destaque para o setor financeiro europeu. No Brasil, o Ibovespa sobe pelo 11º pregão consecutivo e testa a linha dos 68 mil pontos desde o início do dia. Por volta das 12h20, o principal índice da Bovespa avançava 1,44%, a 68.490 pontos, com giro financeiro negociado de R$ 2,347 bilhões. Em Wall Street, as compras também prevalecem sobre os negócios. Minutos atrás, o índice Dow Jones avançava 1,68%, o Nasdaq ganhava 1,77% e o S & P 500 subia 1,85%. O operador da Um Investimentos, Paulo Hegg, assinala que as notícias divulgadas na China deram o tom inicial para as bolsas. O Departamento Nacional de Estatísticas revelou que a economia chinesa voltou a dar sinais de arrefecimento em julho. O Índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) apontou desaceleração na atividade da indústria de transformação do país, ao recuar de 52,1, em junho, para 51,2, no mês passado. Esse foi o terceiro mês consecutivo de queda no indicador. Já o índice calculado pelo banco HSBC apontou que a produção da indústria chinesa encolheu em julho, no primeiro movimento de retração desde março de 2009. "Os dados da China não foram bons, mas a leitura do mercado indica que o ritmo um pouco mais moderado de expansão da economia seria um sinal de que o governo não precisaria subir os juros do país", comentou Hegg. Na Europa, a empresa de pesquisas Markit Economics ainda mostrou que a atividade do setor manufatureiro da zona do euro alcançou em julho o maior patamar dos últimos três meses. O Índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) subiu de 55,6 pontos, em junho, para 56,7, em julho. E, na agenda americana, o Departamento do Comércio divulgou que o gasto com construção no país cresceu 0,1% em junho, ante maio, para US$ 836 bilhões anualizados, puxado pelas obras do setor público. Era esperada uma queda do indicador no período. Já uma pesquisa do Institute for Supply Management (ISM) revelou que a indústria de transformação dos Estados Unidos reduziu o ritmo de crescimento no mês passado. O indicador que mede o desempenho dessa atividade passou de 56,2 pontos, em junho, para 55,5, em julho. Apedar da redução, o indicador também veio melhor que o esperado. Ao comentar o fato de este ser o 11º pregão seguido de alta do Ibovespa, Hegg ressaltou que um movimento de realização dos lucros é iminente, mas que os números divulgados não têm dado razões para essa trajetória. No cenário corporativo, as maiores altas do Ibovespa partiam, há instantes, de TAM PN (4,01%, a R$ 30,59), Cyrela Realty ON (3,46%, a R$ 25,65) e das units da ALL (2,89%, a R$ 17,08). Já as principais quedas do índice vinham de Lojas Renner ON (-1,47%, a R$ 58,09), Souza Cruz ON (-2,21%, a R$ 79,01) e Natura ON (-3,34%, a R$ 44,17). Entre os principais giros do dia figuravam Vale PNA (2,41%,a R$ 43,70), com volume de R$ 404,4 milhões; Bradesco ON (estável, a R$ 25,80), com total negociado de R$ 145,1 milhões; e Petrobras PN (1,77%, a R$ 28,14), com giro equivalente a R$ 143,9 milhões. Na safra de balanços domésticos, a fabricante de papéis Klabin reportou lucro de R$ 49 milhões no segundo trimestre, uma queda de 84% ante os R$ 306 milhões do mesmo intervalo do ano passado - quando o balanço foi beneficiado pelo ganho financeiro gerado pela valorização do real ante o dólar. Já a receita líquida, incluindo madeira, totalizou R$ 905 milhões, 33% maior que no segundo trimestre de 2009. Há pouco, os papéis PN da Klabin subiam 0,19%, a R$ 5,13. (Beatriz Cutait | Valor)

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