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Bolsas europeias sobem com balanços

Resultados do próprio Goldman e também da Daimler trouxeram otimismo aos mercados

Valor Online |

As bolsas europeias recuperaram hoje as perdas acumuladas desde sexta-feira, quando o mercado tomou conhecimento das acusações da SEC contra o Goldman Sachs. Os balanços do próprio Goldman e também da Daimler trouxeram otimismo aos mercados. O alemão DAX avançou 1,65%, para 6.264 pontos; o francês CAC 40 ganhou 1,41%, para 4.027 pontos e o inglês FTSE 100 registrou alta de 0,97%, para 5.784 pontos.

As ações da Daimler dispararam 7,4% depois da montadora alemã apresentar sua prévia de resultados, com lucro antes de impostos de 1,2 bilhão de euros (US$ 1,6 bilhão) no primeiro trimestre, revertendo a perda de 1,4 bilhão de euros apurada no mesmo trimestre de 2009. Já o Goldman Sachs, que enfrenta uma acusação de fraude da SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, obteve lucro líquido de US$ 3,46 bilhões no primeiro trimestre, superando a previsão dos analistas.

O resultado impulsionou o setor bancário, que ainda repercutia o balanço do Citigroup, divulgado ontem. Os papéis do BNP Paribas subiram 1,0% e o Unicredit ganhou 2,5%. Os papéis da Fiat dispararam 9,3% depois que a montadora italiana anunciou a renúncia do presidente do conselho de administração, Luca Cordero di Montezemolo. O executivo, que ocupa o posto desde 2004, apresentou o pedido na véspera da apresentação do plano de negócios da empresa para o período de 2010 a 2014, alegando que já cumpriu a missão a ele designada.

Montezemolo, no entanto, permanecerá como integrante do conselho de administração da Fiat, além de seguir como presidente da Ferrari. O setor aéreo também reagiu hoje, diante do plano de retomar o tráfego na região, prejudicado há cinco dias pela nuvem de cinzas lançadas por um vulcão na Islândia. Ryanair subiu 1,93% e Air Berlin subiu 2,2%. Entre os indicadores do dia, a confiança do investidor na Alemanha melhorou em abril, com alta de 8,5 pontos, para 53. Economistas esperam que a atividade de negócios da Alemanha continue a se recuperar da crise nos próximos seis meses. A Grécia voltou ao noticiário, com a emissão 1,95 bilhão de euros em títulos de três meses, com taxa de retorno ao investidor de 3,65%.

Esse percentual ficou abaixo daquela previsto pelo mercado, que era de 4% a 4,5%. Apesar disso, a taxa segue superior àquela da última emissão com características parecidas, realizada em janeiro, quando o governo grego colocou títulos com retorno ao investidor de 1,67%. Nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e representantes da Comissão Europeia (CE) e do Banco Central Europeu (BCE) vão se reunir para discutir o plano de resgate para o país.

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