Prevaleceu entre os investidores a dúvida sobre o ritmo de crescimento da economia mundial

As bolsas europeias fecharam novamente sem tendência nesta sexta-feira, mesmo após a divulgação de uma série de indicadores da região. Assim como nos outros dias desta semana, prevaleceu entre os investidores a dúvida sobre o ritmo de crescimento da economia mundial.

Em Londres, o FTSE-100 terminou aos 5.275 pontos, com leve alta de 0,18%. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,28%, para 3.611 pontos. E em Frankfurt, o DAX perdeu 0,40%, aos 6.110 pontos. Os investidores receberam nesta sexta-feira dados sobre o desempenho da economia da região. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro subiu 1% no segundo trimestre, comparado aos três primeiros meses do ano. A mesma taxa foi observada entre os 27 países que integram a União Europeia (UE).

No primeiro trimestre deste ano, as taxas de crescimento foram de 0,2% tanto na área da moeda comum europeia como na UE. Na comparação com o segundo trimestre de 2009, houve alta de 1,7% tanto no PIB da zona do euro como no bloco europeu. Na Espanha, o PIB mostrou leve alta de 0,2% em relação ao primeiro trimestre, e foi o segundo trimestre consecutivo de crescimento. De janeiro a março, o país também teve uma pequena evolução, de 0,1%. Já a economia alemã mostrou vigor no segundo trimestre, com avanço de 2,2% do PIB na comparação com os três meses anteriores. O resultado, segundo o governo alemão, foi o melhor desde a reunificação da Alemanha, em 1990. Na comparação com o segundo trimestre de 2009, a expansão foi de 3,7%. Além disso, o número do primeiro trimestre foi revisado para cima, passando de expansão de 0,2% para 0,5% sobre os três meses anteriores.

A lista de indicadores do dia incluiu ainda a balança comercial da zona do euro, que apresentou superávit de 2,4 bilhões de euros em junho, uma recuperação ante o déficit de 3,3 bilhões de euros registrado em maio. Em junho, as exportações somaram 137,9 bilhões de euros, o que representa alta de 27%. As importações totalizaram 135,4 bilhões de euros, um crescimento de 31% sobre junho de 2009. Entre maio e junho deste ano, o volume de exportações teve alta de 5,2% e o de importações cresceu 4,3%, com ajuste sazonal. Na União Europeia, houve deficit na balança comercial em junho, de 9,6 bilhões de euros. No mesmo intervalo de 2009, foi verificado resultado negativo de 4,1 bilhões de euros. Em maio deste ano, o deficit comercial do bloco europeu foi de 14,8 bilhões de euros.

O mercado também recebeu as informações sobre vendas de varejo dos Estados Unidos, que aumentaram 0,4% em julho, na comparação o mês anterior. Foi a primeira alta em três meses. Em junho, houve queda de vendas de 0,3%. Já a inflação americana subiu 0,3% em julho, após queda de 0,1% um mês antes. Foi a primeira alta do índice em quatro meses.

Por fim, a confiança do consumidor americano subiu para 69,6 pontos, ante 67,8 pontos em julho, segundo estudo preliminar da Universidade do Michigan. Entre os poucos balanços do dia, o grupo alemão ThyssenKrupp reverteu o prejuízo de 630 milhões de euros apurado um ano antes e reportou ganhos de 298 milhões de euros no terceiro trimestre fiscal, encerrado em junho. O desempenho marca o melhor resultado da companhia em sete trimestres. A empresa elevou a expectativa para o ano, citando também ganhos decorrentes dos programas de redução de custos. O lucro antes de juros e impostos (excluindo itens não recorrentes) deverá superar 1 bilhão de euros. As ações fecharam em alta de 1,6%.

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