Dúvidas sobre o futuro financeiro da região pesaram no pregão desta segunda

As bolsas europeias não definiram tendência nesta segunda-feira, com os investidores ainda em dúvida sobre o futuro financeiro da região. O euro voltou a perder valor frente ao dólar, colaborando para a queda do setor de commodities.

Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,01%, para 5.263 pontos; Em Paris, o CAC-40 perdeu 0,47%, aos 3.544 pontos, e em Frankfurt, o DAX fechou com leve alta de 0,17%, aos 6.067 pontos. As ações do setor de commodities lideraram as perdas no continente, sentindo os efeitos da valorização do dólar. Rio Tinto perdeu 3%, Kazakhmys recuou 2,8% e Xstrata caiu 2,1%.

Também pesou contra o setor a expectativa de uma recuperação mais lenta da economia mundial. As ações da BP fecharam de lado, mesmo depois da petroleira ter informado que conseguiu controlar parcialmente o vazamento de óleo no Golfo do México. No entanto, o setor ficou pressionado pelo recuo do preço do petróleo para a casa de US$ 70 o barril na Nymex.

As atenções do mercado continuam voltadas para uma solução efetiva para a economia da região. Os ministros das Finanças da zona do euro estão reunidos hoje discutindo o tema. Uma semana atrás, esses mesmos representantes acordaram com um pacote de 750 bilhões de euros, com participação do Fundo Monetário Internacional (FMI), para ajudar países da área do euro com problemas em suas finanças.

A Fitch Ratings afirmou que os governos da Europa precisarão tomar emprestados 2,2 trilhões de euros, o equivalente a 19% do PIB, este ano para financiar déficits e rolar dívidas. Tal montante, segundo a agência, representa um crescimento marginal sobre 2009, quando a quantia necessária para lidar com o endividamento já fora o maior em algumas décadas.

Na visão do diretor-gerente do grupo de Ratings Soberanos da Fitch, David Riley, o pacote de 750 bilhões de euros deve reduzir a vulnerabilidade dos governos contra "choques de confiança" e extrema volatilidade do mercado, mas a confiança dos investidores permanecerá frágil até que os governos europeus, Reino Unido inclusive, comecem a mostrar melhoras fiscais e retomada consistente de atividade.

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