Os mercados de ações da Europa voltaram a fechar em queda generalizada em um dia no qual os investidores continuaram desfazendo-se de ativos de risco mais elevado em meio a temores de divisões na Europa sobre como lidar com a crise da dívida soberana na zona do euro. Depois de ter chegado a alcançar 246,16 pontos no início da sessão, o índice pan-europeu Stoxx 600 virou e fechou em queda de 2,23%, a 238,28 pontos.

Os mercados de ações da Europa voltaram a fechar em queda generalizada em um dia no qual os investidores continuaram desfazendo-se de ativos de risco mais elevado em meio a temores de divisões na Europa sobre como lidar com a crise da dívida soberana na zona do euro. Depois de ter chegado a alcançar 246,16 pontos no início da sessão, o índice pan-europeu Stoxx 600 virou e fechou em queda de 2,23%, a 238,28 pontos. "Qualquer pequena alta está sendo vendida na sequência. Isto só demonstra o quanto o mercado está nervoso", comentou Philippe Gijsels, diretor de estratégia do BNP Paribas Fortis Global Markets.

Grande parte do atual nervosismo nos mercados é alimentada pelos temores dos investidores quanto à possibilidade de calote em países da periferia da zona do euro. A decisão tomada pela Alemanha de, isoladamente, proibir algumas modalidades de posições vendidas a descoberto não ajudou a convencer os investidores que os líderes europeus estariam enfrentando de forma unida os problemas de endividamento do bloco.

Entre os principais índices de ações do Velho Continente, o Dax, da bolsa de Frankfurt, caiu 2,02%, encerrando o pregão em 5.867,88 pontos; o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, recuou 1,65%, fechando em 5.073,13 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 2,25%, terminando a sessão em 3.432,52 pontos. "Acho que o mercado está começando a olhar para um crescimento um pouco menor mais adiante, especialmente na Europa. Tem muito dinheiro indo para os bônus no momento", opinou Stephen Taylor, estrategista da Dolmen Stockbrokers.

A busca por portos seguros reduziu os yields (taxa de retorno ao investidor) dos bônus de dez anos do governo alemão e dos títulos britânicos. Com a queda dos yields dos bônus alemães, os contratos futuros de commodities caíram. "É a aversão ao risco. Tudo o que parece arriscado está sendo vendido", avaliou Gijsels. A queda nos futuros das commodities atingiu o setor de mineração. As ações da BHP Billiton recuaram 3,25%; as da Randgold Resources perderam 1,66%. "A situação não parece boa para as mineradoras no curto prazo", observaram estrategistas do Merrill Lynch ao reduzirem a recomendação para os papéis da Xstrata, da Rio Tinto, da Vedanta Resources e da Kazakhmys. No mercado londrino, as ações da Xstrata caíram 4,34%, as da Rio Tinto depreciaram-se 5,78%, as da Vedanta perderam 3,73% e as da Kazakhmys recuaram 4,31%.

"A apreensão do mercado com uma desaceleração da demanda chinesa por metais tem exacerbado as preocupações com a possibilidade de disseminação da crise da dívida soberana pela periferia da zona do euro", prosseguem os analistas do Merrill Lynch. Até mesmo o ouro, normalmente considerado um porto seguro pelos investidores em momentos de turbulência em outros mercados, oscilava, alternando altos e baixos na sessão de hoje. "É possível que a elevação do ouro esteja parando também, e isto condiz com a tese de um mundo deflacionário", analisou Gijsels. As informações são da Dow Jones.

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