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As bolsas de valores europeias encerraram o dia em queda generalizada em meio a temores de que as medidas de austeridade fiscal adotadas por alguns países da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam a moeda única) e pelo Reino Unido tirem dos trilhos a recuperação econômica que vinha se iniciando. Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha comprometeram-se com a adoção de medidas para reduzir o endividamento, mas a primeira leitura negativa da história do núcleo da inflação espanhola (-0,1%) alimentou temores de que tais medidas poderiam não ser suficientes para impedir a estagnação do crescimento e a deflação.

As bolsas de valores europeias encerraram o dia em queda generalizada em meio a temores de que as medidas de austeridade fiscal adotadas por alguns países da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam a moeda única) e pelo Reino Unido tirem dos trilhos a recuperação econômica que vinha se iniciando. Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha comprometeram-se com a adoção de medidas para reduzir o endividamento, mas a primeira leitura negativa da história do núcleo da inflação espanhola (-0,1%) alimentou temores de que tais medidas poderiam não ser suficientes para impedir a estagnação do crescimento e a deflação.

Os bancos expostos à economia espanhola sofreram duras perdas. As ações do Santander caíram 9,8%, as do BBVA recuaram 8,4%, levando o índice Ibex-35 a cair quase 7%. Bancos franceses, que estão entre os maiores detentores de dívidas de países da periferia da zona do euro, também sofreram perdas acentuadas. Os papéis do Société Générale caíram 8,6%.

"Persiste uma verdadeira preocupação de que, com o pacote de ajuda europeu anunciado no início da semana, as perspectivas de crescimento para a Europa caiam num buraco negro, com os governos do continente cortando gastos e elevando impostos para recolocar sob controle seus enormes déficits", avaliou Michael Hewson, analista da CMC Markets.

Também afetaram os mercados relatos - posteriormente desmentidos - de que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, teria ameaçado retirar seu país do euro se outras nações da região não concordassem em contribuir com o pacote de 750 bilhões de euros para ajudar países da área a contornar seus quadros de alto endividamento e baixo crescimento. "O tema mais fundamental, claramente, é que a liberação de fundos não melhora a questão da solvência por si só. Posições fiscais insustentáveis continuam insustentáveis na ausência de reformas estruturais decisivas, e isso leva tempo para acontecer", comentou Michael Hart, estrategista do Citigroup.

Enquanto isso, a procuradoria-geral de Nova York está investigando a participação de instituições financeiras e de agência de classificação de risco de crédito em negócios de ativos atrelados a hipotecas. Bancos europeus que estariam sendo investigados no caso sofreram fortes perdas, como o Credit Agricole (-6,4%), o Deutsche Bank (-4,1%), o Credit Suisse (-4%) e o UBS (-3,7%).

Todos os mais importantes índices de ações europeus fecharam em queda acentuada hoje. Na bolsa de Paris, o índice CAC-40 recuou 4,59%, fechando em 3.560,36 pontos; em Londres, o FTSE-100 caiu 3,14%, encerrando o pregão em 5.262,85 pontos; o índice Dax, da bolsa de Frankfurt perdeu 3,12%, terminando a sessão em 6.056,71 pontos. Por sua vez, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 3,41%, fechando o dia em 248,46 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 6,64%, encerrando a sessão em 9.314,70 pontos. Foi o maior declínio em termos porcentuais desde outubro de 2008 e o 11º maior da história do Ibex-35. Na bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 caiu 4,27%, terminando o pregão em 7011,62 pontos; já o índice composto ASE, da bolsa de Atenas, fechou em queda de 3,41%, em 1.658,29 pontos.

Na contramão do mercado, a empresa de defesa e aviação EADS teve alta de 5%. A companhia reportou queda de 39% nos lucros do primeiro trimestre de 2010, para 103 milhões de euros, afetado principalmente pela deterioração do câmbio. A EADS recebeu recomendação de compra pelo Deutsche Bank depois da divulgação de um resultado financeiro "fraco como o esperado" no primeiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

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