As principais Bolsas europeias fecharam em leve queda

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As principais Bolsas europeias fecharam em leve queda. As ações dos setores bancário, petroleiro e farmacêutico estavam entre as que mais caíram. Os mercados reagiram a dados econômicos decepcionantes dos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,86 ponto (0,32%) e fechou em 265,54 pontos.

Os mercados na Europa aceleraram suas perdas depois da divulgação do índice de atividade industrial regional Empire State, do Federal Reserve Bank (Fed) de Nova York, que caiu para 4,14 em setembro, de 7,10 em agosto. As Bolsas receberam um suporte limitado de Tóquio, onde o índice Nikkei teve alta de 2,3%, liderada pelas ações das grandes empresas exportadoras, como Toyota e Sony, depois de o Banco do Japão (BoJ) intervir no mercado de câmbio pela primeira vez em mais de seis anos para conter a valorização do iene.

No Reino Unido, o número de pedidos de auxílio-desemprego cresceu em agosto, pela primeira vez desde janeiro deste ano. Mas o grande foco na Europa hoje foi a previsão do banco Goldman Sachs, de que o Federal Reserve norte-americano poderá ter de comprar US$ 1 trilhão em títulos do Tesouro dos EUA para estimular a economia do país. No fim de semana, foi divulgado que o Banco Central Europeu (BCE) comprou ¿ 237 milhões em bônus soberanos na semana passada, principalmente de Grécia, Portugal e Irlanda.

Para Philippe Gijsels, diretor de pesquisa do BNP Paribas/Fortis Global Markets, houve realização de lucros, depois dos ganhos dos últimos dias. Além disso, os investidores estão muito apreensivos com a medida do BCE. "As ações estão subvalorizadas e o sentimento não é muito positivo, porque observamos um certo risco no mercado. No caso de uma nova recessão nos EUA, as ações tendem a cair - mas não se pode ser muito negativo, também. Se você fizer isso, está indo contra o Fed e o BCE. Eles querem manter os ativos em alta para combater a inflação e a depressão", disse Gisjels.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 11,85 pontos (0,21%), em 5.555,56 pontos. As ações da Next lideraram a alta entre as varejistas, com ganho de 6,67%, depois de a empresa divulgar seu balanço do primeiro semestre. As da Marks & Spencer avançaram 3,43% e as da Kingfisher subiram 3,40%. O setor de mineração foi afetado pela queda nos preços dos metais (African Barrick Gold -3,39%, Eurasian -2,1%, Anglo American -0,86%, Rio Tinto -1,37% e BHP Billiton -0,91%). As ações da petroleira BP recuaram 2,67%. As do banco Barclays caíram 2,24%. As da AstraZeneca recuaram 1,09%, em reação à notícia de que a FDA norte-americana vai precisar de mais tempo para completar sua análise do anticoagulante Ticagrelor.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em queda de 13,54 pontos (0,22%), em 6.261,87 pontos. As ações da Infineon subiram 3,51%, depois de o Exane BNP Paribas rebaixar seu preço-alvo, mantendo a recomendação outperform (acima da média do mercado). As ações da Lanxess, do setor químico, subiram 1,52% depois de a empresa elevar sua previsão de lucro para os próximos cinco anos. As da Lufthansa caíram 1,34%, devido à realização de lucros, depois de atingirem o nível mais alto em dois anos na segunda-feira. No setor financeiro, as ações do Deutsche Bank caíram 1,53% e as do Commerzbank subiram 0,19%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 18,76 pontos (0,50%), em 3.755,64 pontos. Entre os bancos, as ações do Crédit Agricole tiveram queda de 1,37%, as do BNP Paribas recuaram 0,82% e as do Société Générale caíram 0,41%.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 54,80 pontos (0,51%), em 10.751,80 pontos. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, recuou 131,15 pontos (0,62%), e fechou em 20.872,79 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 caiu 74,12 pontos (0,98%) e fechou em 7.479,71 pontos. As informações são da Dow Jones.

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