SÃO PAULO - As bolsas europeias repercutiram hoje o alerta dado ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a saúde financeira dos países da região e registraram novas baixas nesta quinta-feira. Entre os principais índices, o CAC-40, da Paris, perdeu 2,37%, aos 3.555 pontos; o FTSE 100, de Londres, caiu 1,51%; e o DAX, de Frankfurt, terminou aos 6.

SÃO PAULO - As bolsas europeias repercutiram hoje o alerta dado ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a saúde financeira dos países da região e registraram novas baixas nesta quinta-feira. Entre os principais índices, o CAC-40, da Paris, perdeu 2,37%, aos 3.555 pontos; o FTSE 100, de Londres, caiu 1,51%; e o DAX, de Frankfurt, terminou aos 6.115 pontos, com baixa de 1,44%. Os mercados europeus já tinham fechado quando o Fed decidiu manter a taxa de juros americana inalterada entre zero e 0,25% ao ano. A decisão não trouxe surpresa, mas o comunicado do Fed trouxe um alerta sobre o cenário externo, particularmente da Europa. "As condições financeiras se tornaram menos sustentadoras do crescimento econômico, refletindo largamente acontecimentos no exterior", referindo-se à dificuldade dos países europeus em administrar o déficit público, o que poderia afetar o mercado financeiro americano. Os bancos, principais financiadores da dívida pública da região, foram os que mais sofreram com o alerta. Santander recuou 3,8% e o BNP Paribas, que já vinha sofrendo essa semana por conta do rebaixamento do seu rating pela Fitch, perdeu mais 5% hoje. A sinalização de um crescimento mais lento da economia americana também prejudicou as ações ligadas a commodities. Xstrata e Rio Tinto recuaram 3,2% cada. Entre os indicadores do dia, as novas encomendas à indústria na zona do euro subiram 0,9% em abril, sobre março. Na União Europeia, no entanto, o indicador caiu 0,2% no mesmo período. Em relação a abril de 2009, os pedidos à indústria cresceram 22,1% na zona do euro e 21,8% no bloco europeu, segundo a Eurostat. Os investidores avaliaram ainda os dados de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que registraram recuo de 19 mil pedidos na semana passada, e também o dado de novas encomendas de bens duráveis, que caiu 1,1% em maio, para US$ 192 bilhões, após cinco taxas positivas consecutivas, incluindo um avanço de 3% em abril. (Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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