SÃO PAULO - A situação das dívidas soberanas dos países europeus continuou no foco dos investidores nesta sexta-feira, fazendo com que as bolsas da região renovassem as baixas. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,62%, para 3.692 pontos; e em Frankfurt, o DAX caiu 0,28%, para 6.

211 pontos. Apenas o FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 0,80%, para 5.593 pontos, puxado pelas ações da BP, que ganharam 3%. Mas o destaque do dia foi Repsol, que disparou 5% depois que a companhia petroleira anunciou acordo com a chinesa Sinopec para o desenvolvimento conjunto de projetos no Brasil, criando uma companhia do setor de energia com valor de US$ 17,773 bilhões. Pelo acordo, a Repsol Brasil vai fazer um aumento de capital que será completamente subscrito pela Sinopec. Ao fim da transação, a Repsol vai ter 60% da Repsol Brasil e a Sinopec, 40%. Entre os indicadores do dia, o Índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro perdeu força em setembro. O indicador composto, que mede a atividade econômica na região formada pelos 16 países que adotam a moeda comum, recuou de 55,1 pontos em agosto para 53,7 pontos, patamar mais baixo dos últimos oito meses, segundo levantamento da empresa de pesquisas Markit Economics. A taxa de desemprego da zona do euro ficou em 10,1% em agosto, inalterada perante julho e acima dos 9,7% apurados no oitavo mês de 2009. Na União Europeia, o nível de desocupação se situou em 9,6% em agosto, sem mudança no confronto com o mês anterior, mas superior aos 9,2% de agosto do ano passado. Nos Estados Unidos, o destaque do dia foi a atividade manufatureira, que expandiu-se em setembro pelo 14º mês consecutivo, apesar de ter perdido um pouco de fôlego, apontou o Institute for Suplly Management (ISM). O indicador referente ao desempenho da indústria marcou 54,4 no mês passado, depois dos 56,3 de agosto. (Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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