Em Londres, alta foi de 1,44%; em Paris, de 2,25%; e em Frankfurt, de 1,33%

SÃO PAULO - Depois de seis pregões em baixa, os mercados europeus reagiram nesta terça-feira, embalados com a notícia de que o Japão cortou sua taxa de juros para estimular a economia. Em Londres, os FTSE 100 fechou em alta de 1,44%, para 5.636 pontos; em Paris, o CAC 40 ganhou 2,25%, para 3.732 pontos; e em Frankfurt, o DAX subiu 1,33%, para 6.216 pontos.

O Banco do Japão (BOJ) cortou a taxa de juro para uma faixa de 0% a 0,1%, mencionando preocupações com o ritmo de recuperação da economia. A decisão surpreendeu o mercado, que reagiu em alta à medida. A autoridade monetária também decidiu iniciar as deliberações com referência à criação de um fundo de emergência de 35 trilhões de ienes para comprar uma série de ativos financeiros.

O BOJ vai reservar cerca de 5 trilhões de ienes para adquirir bônus corporativos e do governo e commercial papers, entre outros títulos. Outros 30 trilhões de ienes vão servir para estabelecer uma linha para prover os bancos de empréstimos contra uma série de colaterais a uma taxa de juro fixa.

Entre os indicadores do dia, as vendas no varejo caíram 0,4% na zona do euro em agosto e tiveram baixa de 0,3% na União Europeia no mesmo período. Em julho, o indicador subiu 0,1% nas duas regiões. A atividade do setor de serviços da zona do euro registrou em setembro o menor nível em seis meses.

O indicador da Markit Economics que mede o desempenho desse segmento ficou em 54,1 no mês passado, seguindo os 55,9 de agosto. A leitura preliminar para setembro, contudo, estava em 53,6. Nos Estados Unidos, o setor de serviços dos Estados Unidos registrou crescimento pelo nono mês consecutivo. O indicador referente ao comportamento da atividade marcou 53,2 em setembro, uma alta de 1,7 ponto na comparação com agosto (51,5). Qualquer leitura acima de 50 significa expansão.

As principais altas do dia foram de ações de mineradoras, como Anglo American (4,3%) e Antofagasta (3,8%) impulsionadas pela decisão do Japão de dar fôlego à sua economia. (Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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