A British Petroleum continua no foco do mercado de ações nesta sexta-feira

As Bolsas de Nova York abriram em forte baixa nesta sexta-feira, diante das preocupações com a situação fiscal da Hungria e a decepção com o dados sobre o mercado de trabalho norte-americano (payroll) de maio, que mostrou fraqueza na retomada das vagas de emprego nos Estados Unidos. A British Petroleum também continua no foco do mercado de ações nesta sexta-feira diante de mais uma tentativa de conter o vazamento no Golfo do México. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones cedia 1,53%, o Nasdaq perdia 1,74% e o S&P 500 caía 1,71%.

Na quinta-feira, as bolsas foram impulsionadas por ações de empresas de energia e tecnologia. O índice Dow Jones subiu 0,06% para 10.255,28 pontos, fechando em alta dois dias seguidos pela primeira vez desde abril. O Nasdaq avançou 0,96% e fechou em 2.303,03 pontos, enquanto o S&P-500 teve alta de 0,41% para 1.102,83 pontos.

O mercado de trabalho norte-americano criou 431 mil novas vagas em maio, com ajustes sazonais, sendo que 411 mil foram contratações temporárias para o Censo 2010, sobrando muito pouco para contratações permanentes. A expectativa era de criação de 515 mil vagas no período. A taxa de desemprego caiu de 9,9% em abril para 9,7% em maio com ajustes sazonais.

As preocupações em relação à dívida soberana de países europeus ganharam força ontem com as declarações do vice-presidente administrativo do Partido Fidesz, Lajos Kosa, de que a Hungria pode estar com um problema de dívida soberana semelhante ao da Grécia. Hoje, o porta-voz do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban tentou acalmar os investidores dizendo que o governo não vai permitir que a economia decline seguindo o mesmo caminho da Grécia, mas ao mesmo tempo afirmou que a situação é grave.

A British Petroleum continua sendo manchete dos jornais dos Estados Unidos diante da incapacidade da petroleira em estancar o vazamento de petróleo no Golfo do México que já dura 46 dias. Hoje, no entanto, as ações da BP subiam pouco mais de 1% em Londres com a notícia de que a empresa conseguiu cobrir o local de onde saía o vazamento, afirmando que a medida deve conter ao redor de 90% do petróleo que está escoando no oceano. No pré-mercado de Nova York, por outro lado, os papéis caíam 2,2%, acentuando perdas após um breve período do azul.

O foco também está na Coreia do Sul, no encontro de hoje e amanhã do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), que ocorre na mesma semana da renúncia do primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, e em meio às tensões entre as duas Coreias. Autoridades expressaram nesta sexta-feira preocupação com a saúde da economia global. "É importante que todos entendamos o quão frágil é esta retomada", disse aos jornalistas o primeiro do Planejamento da África do Sul, Trevor Manuel.

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