Mercados reagiram de forma diferente às novas medidas de aperto para o setor imobiliário anunciadas pela China

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Os mercados da Ásia fecharam setembro com números mistos. Nesta quinta-feira, as bolsas da região reagiram de forma diferente às novas medidas de aperto para o setor imobiliário anunciadas pelo governo chinês.

A Bolsa de Hong Kong apresentou ligeiro declínio, liderado pelo Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), após o banco de investimentos Goldman Sachs vender sua participação na blue chip chinesa, e pelas imobiliárias. O índice Hang Seng caiu 20,50 pontos, ou 0,1%, e terminou aos 22.358,17 pontos - no mês, o índice teve ganhos de 8,9%. ICBC perdeu 3,2%.

Já as Bolsas da China tiveram forte elevação, após os investidores considerarem que as últimas medidas de Pequim para esfriar o mercado imobiliário foram menos severas do que o esperado. O índice Xangai Composto subiu 1,7% e terminou aos 2.655,66 pontos, o maior fechamento em duas semanas - no mês, o índice acumulou alta de 0,6% e, no trimestre, de 10,7%. O índice Shenzhen Composto também subiu 1,7% e encerrou aos 1.169,02 pontos.

Após 12 sessões seguidas de alta, o yuan se desvalorizou em relação ao dólar. A aprovação pelos deputados dos EUA de uma legislação que permite punir a política cambial chinesa, prejudicial ao setor exportador americano, influenciou os players. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,6912 yuans, de 6,6868 yuans do fechamento de quarta-feira. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada em 6,7011 yuans, de 6,6936 ontem.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou o dia praticamente estável, com ganhos em ações de tecnologia compensando perdas registradas no setor de construção. O índice Taiwan Weighted fechou em leve queda de 0,04%, terminando aos 8.237,78 pontos.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul fechou na maior pontuação em mais de dois anos, com os investidores estrangeiros comprando ações e o setor de tecnologia ampliando os ganhos, na expectativa de lucros robustos no terceiro trimestre. O índice Kospi subiu 0,3% e fechou aos 1.872,81 pontos - maior marca desde maio de 2008.

Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney recuou 1,3% e fechou aos 4.582,9 pontos depois que ações pesos pesados do setor financeiros sofreram o impacto negativo da divulgação de dados que mostraram queda nas aprovações de construção de residências para agosto e enfraquecimento nos preços das propriedades.

Nas Filipinas, o índice PSE da Bolsa de Manila recuou 0,27% e fechou aos 4.100,07 pontos.

A Bolsa de Cingapura teve baixa, uma vez que os investidores realizaram lucros sobre os pesados ganhos do índice em setembro. O índice Straits Times ganhou 0,3% e fechou aos 3.097,63 pontos.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, teve alta de 0,2% e fechou aos 3.501,29 pontos, ajudado pela valorização da rupia e expectativas de fortes ganhos das corporações no terceiro trimestre.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, avançou 0,6% e fechou aos 975,30 pontos, maior alta em 14 anos, uma vez que o fluxo de capitais continuou, elevando o sentimento do mercado. Fortes indicadores econômicos de agosto, incluindo investimento e consumo privados, divulgados cedo, também deram suporte.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,1% e fechou aos 1.463,50 pontos, com mais forças nos setores de construção e imobiliário. As informações são da Dow Jones .

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