Notícias positivas dos EUA e do Japão animaram o mercado; o dólar fechou no menor patamar desde 2 de setembro de 2008

Notícias positivas do Japão e dos Estados Unidos ditaram o rumo dos mercados nesta terça-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pela sétima sessão seguida, acima dos 71 mil pontos. Já o dólar caiu para a mínima desde setembro de 2008.

O Ibovespa, principal índice da Bovespa, fechou em alta de 1,28%, aos 71.283 pontos, com volume negociado de R$ 8,476 bilhões. Este desempenho garante ao índice o maior patamar desde 9 de abril (71.417 pontos), com uma aproximação do nível máximo do ano (71.784 pontos).

No exterior, as bolsas da Europa e dos Estados Unidos também fecharam no terreno positivo. Contribuíram para a alta dos mercados acionários nesta jornada a redução dos juros básicos no Japão , um indicador melhor que o previsto do setor de serviços norte-americano em setembro e a expressiva valorização das commodities.

“As medidas do banco central japonês trazem otimismo aos mercados mundiais, com destaque ao setor bancário”, afirmam os analistas da Lerosa Investimentos em relatório do mercado. O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) anunciou a redução de taxas de juros - para próximo de zero - e a possibilidade de compra de ativos públicos e privados. Em Tóquio, a bolsa fechou em alta de 1,47%.

O corte na taxa básica de juros no Japão alimentou expectativas de que outros bancos centrais devem continuar a fazer todo o possível para dar suporte ao crescimento.

Além disso, nos EUA o índice do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) de atividade do setor não industrial surpreendeu ao avançar a 53,2 em setembro, de 51,5 em agosto. A estimativa dos analistas era de uma leitura de 52.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 1,8%, enquanto na Europa , o índice pan-europeu Stoxx 600 interrompeu uma série de seis sessões consecutivas e fechou em alta de 1,33%.

No frot corporativo, as maiores altas do Ibovespa no final do pregão partiam dos papéis de Lojas Americanas (5,77%, a R$ 16,49) e Cesp (4,10%, a R$ 27,69). Na direção contrária, entre as poucas quedas do dia, destaque para os papéis preferenciais da Petrobras, que caíam 1,46%, para R$ 26,98.

Dólar

No mercado cambial, o dólar fechou no  menor patamar desde 2 de setembro de 2008, antes da quebra do banco Lehman Brothers. A moeda norte-americana caiu 1%, a R$ 1,675.

O corte do juro no Japão a zero e a expectativa de mais estímulos nos Estados Unidos derrubaram o dólar nesta terça-feira, pegando o governo no contrapé após o aumento do imposto sobre investimentos estrangeiros em renda fixa.

(Com agências)

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