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Bolsa segue EUA e cai, mas sobe 2,79% na semana

Rebaixamento da Espanha tem efeito momentâneo no Ibovespa, que seguiu perdas dos Estados Unidos. No mês, índice perde 8,26%

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em leve baixa nesta sexta-feira. Em princípio acompanhando as perdas em Nova York, o Ibovespa ampliou a baixa após a notícia de que a Fitch rebaixou a Espanha, mas reduziu as perdas no fechamento. O principal índice da bolsa paulista caiu 0,23%, aos 61.946 pontos. Apesar da queda do dia, na semana o Ibovespa subiu 2,79%. No mês, que fecha na próxima segunda-feira, ainda há perda de 8,26%.

Na quinta-feira, a Bolsa consegui cravar um segundo pregão seguido de alta, movida por notícias positivas vindas da China. O Ibovespa subiu 3,16% no fechamento, cotado em 62.091 pontos. Foi o maior nível em praticamente duas semanas.

Na avaliação do sócio-diretor da AZ Investimentos, Ricardo Zeno, a proximidade do fechamento do mês de maio está gerando a volatilidade da Bolsa. "Além disso, enquanto houver instabilidade na zona do euro, a oscilação vai predominar sobre o mercado. A volta de pelo menos uma parte dos recursos dos estrangeiros para a Bovespa poderá ajudar a sustentar uma alta", comentou.

A divulgação de números dos Estados Unidos também contribui para um maior pessimismo dos agentes. Em abril, o gasto do consumidor americano ficou estagnado em abril, enquanto a renda pessoal avançou 0,4%, um pouco abaixo do esperado por economistas. O Institute for Supply Management (ISM) - Chicago ainda revelou que a atividade manufatureira na área de Chicago cresceu em menor ritmo em maio. O indicador que mede o desempenho do setor na região ficou em 59,7, ante os 63,8 de abril. Leituras acima de 50 implicam avanço.

EUA

Apesar de a Europa dar uma trégua nas más notícias, as Bolsas de Nova York fecharam em queda, se preparando para o fim de semana prolongado pelo feriado do Memorial Day, na segunda-feira. Dow Jones caiu 1,19%, Nasdaq perdeu 0,91% e o S&P500 recuava 1,24%.

Europa

As bolsas europeias já estavam fechadas quando saiu a notícia do rebaixamento da Espanha pela Fitch. O principal índice de ações da Europa fechou em baixa nesta sexta-feira, pondo fim a dois dias consecutivos de ganhos, com a BP se depreciando devido à incerteza em torno do derramamento de petróleo e as ações do setor de energia acompanhando a fraqueza na cotação do preço do petróleo.

Bolsas asiáticas

Os bons resultados em Wall Street e a negativa da China de que estivesse revendo seus investimentos em ativos europeus alavancaram os negócios nesta sexta-feira na maioria dos mercados da Ásia. As Bolsas de Cingapura, Jacarta (Indonésia), Bangcoc (Tailândia) e Kuala Lumpur (Malásia) não operaram devido a feriados locais.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 335,34 pontos, ou 1,7%, e terminou aos 19.766,71 pontos - na semana, o índice acumulou alta de 1,1%.

Já as Bolsas da China estiveram estáveis. A queda no setor imobiliário, com preocupações de que Pequim irá adotar medidas adicionais para desaquecer o mercado, ofuscaram os ganhos entre as petrolíferas e mineradoras por conta da alta das commodities. O índice Xangai Composto baixou apenas 0,01% e encerrou aos 2.655,77 pontos - na semana, o índice apresentou elevação de 2,8%. O índice Shenzhen Composto ganhou 0,2% e terminou aos 1.062,78 pontos.

Dólar

 

A piora na nota da Espanha pela agência de classificação de risco Fitch não impediu a queda do dólar frente ao real nesta sexta-feira, em uma sessão já influenciada pelo vencimento de contratos futuros às vésperas de um fim de semana prolongado no exterior. A moeda norte-americana terminou a R$ 1,810, em baixa de 0,88%. É o segundo dia seguido de queda do dólar. A divisa agora acumula alta de 4,14% no mês e de 3,84% no ano.

A definição da Ptax (taxa de referência do dólar) que será usada para a liquidação de derivativos só acontece na segunda-feira, último dia do mês. Mas, com o feriado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha e a consequente redução de liquidez, profissionais de mercado viram o início da disputa já nesta sessão.

Investidores com posições vendidas em dólar, como os bancos --segundo dados da BM&FBovespa--, trabalham a favor da queda da moeda norte-americana. Estrangeiros, com posições compradas, têm interesse em uma cotação mais elevada.

(com agências)

 

 

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