Petrobras e números recordes da indústria brasileira ajudam Ibovespa a subir. No mundo, Bolsas ainda caem

Em um dia de volatilidade, a Bovespa fechou em alta de 0,07%. O principal índice da Bolsa paulista, o Ibovespa, fechou aos 64.914 pontos, após ter oscilado entre uma mínima de -2% e uma máxima de +1,14%. Em suas oscilações, o indicador variou entre os 63 mil pontos e os 65 mil pontos. Ontem, a Bovespa fechou em queda de 3,35%, num forte movimento glogal de aversão a risco. A falta de confiança dos investidores em relação ao pacote de ajuda à Grécia e dúvidas sobre o ritmo de crescimento chinês foram os principais fatores a pressionar os mercados na sessão passada.

A alta no Brasil ocorreu a despeito das quedas em todas as principais bolsas do mundo: EUA, Europa e Ásia. Dow Jones caía 0,55% às 17h10 e Nasdaq recuava 0,91%. Petrobras ON (com direito a voto) ajudou na recuperação. A ação subia 0,61% às 17 horas.

Aqui, também ajudaram os números da indústria. O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, afirmou que a indústria brasileira "deixa a crise para trás e passa a trabalhar em patamar superior ao de setembro de 2008".

Objetivamente, apenas o indicador de faturamento já superou o patamar pré-crise, mas com larga vantagem. Segundo a CNI, o patamar das vendas em março, que aliás é recorde para a série histórica iniciada em 2005, está 5,8% acima do registrado em setembro de 2008. Mas, se os outros indicadores ainda não ultrapassaram o patamar pré-crise, estão prestes a fazê-lo.

Grécia

Embora tenha sido anunciado um pacote de 110 bilhões de euros para socorrer a Grécia ao longo dos próximos três anos, os investidores temem que o montante não seja suficiente e que, caso a crise se alastre para outros países europeus, não haja recurso suficiente para socorrer as economias. Entre as nações que apresentam problemas nas dívidas soberanas estão Espanha, Portugal, Itália e Irlanda.

Nesta quarta-feira, a agência de classificação de risco Moody´s colocou a nota de crédito do governo de Portugal sob revisão para possível rebaixamento. A classificação atual é Aa2. Segundo a Moody´s, o rating de Aa2 pode cair em um degrau ou dois degraus. A revisão da nota, que está em perspectiva negativa desde outubro de 2009, deve ser concluída em um prazo de três meses.

A chanceler alemã Angela Merkel pediu hoje a congressistas alemães que aprovem rapidamente o auxílio de 22,4 bilhões de euros (US$ 29,3 bilhões) à Grécia, argumentando que o "futuro da Europa" está em jogo. Nos Estados Unidos a ADP, empresa americana que processa folhas de pagamento, revelou que foram criadas 32 mil vagas no setor privado americano de março para abril, em bases ajustadas sazonalmente.

Bolsas europeias caem

As bolsas de valores da Europa fecharam em baixa nesta quarta-feira, com o crescimento da preocupação sobre a crise de dívida soberana da zona do euro, que ofuscou os resultados positivos da InBev e a alta no número de emprego no setor privado nos Estados Unidos.

O índice FTSEurofirst 300, que acompanha as principais empresas europeias, fechou em queda de 0,82%, a 1.024 pontos, no pior nível em dois meses.

A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, subiu 2,3% depois de apresentar balanço melhor que o esperado para o primeiro trimestre com o aumento das vendas no Brasil.

Dólar

O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 1,797, em alta de 2,04%, no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a moeda à vista encerrou a sessão em alta de 1,99%, também cotada a R$ 1,797.

Mercado asiático

Nesta quarta-feira, somente a China reverteu a tendência de queda generalizada. Não houve negociações no Japão, Coreia do Sul e Tailândia por ser feriado.

Na Bolsa de Hong Kong, o mercado estendeu as perdas e terminou na maior baixa em 10 semanas, seguindo o declínio em Wall Street por preocupações de mais medidas de aperto por parte de Pequim e a capacidade da União Europeia de conter a crise da dívida grega, embora a recuperação chinesa tenha ajudado a mitigar as perdas na sessão da tarde. O índice Hang Seng caiu 2,1% e fechou aos 20.327,54 pontos, menor nível desde 19 de fevereiro.

As bolsas da China reverteram as perdas do início da sessão, à medida que a redução das preocupações sobre potenciais medidas de aperto estimulou a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião nos setores bancário e imobiliário. O índice Xangai Composto subiu 0,8% e encerrou aos 2.857,15 pontos. O índice Shenzhen Composto ganhou 2,2% e terminou aos 1.129,50 pontos.

(com agências)

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