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Bolsa prepara produto para investidor estrangeiro

Sistema que será lançado no segundo semestre terá cotação de todas as ações de empresas brasileiras em dólares

Nelson Rocco, iG São Paulo |

A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa) prepara o lançamento, no segundo semestre, de um sistema de negociação de ações brasileiras em dólares que será oferecido aos investidores estrangeiros dos Estados Unidos. O mercado potencial são os cerca de 90 milhões de norte-americanos que investem em ações.

Edemir Pinto, diretor-presidente da Bolsa, afirma que trata-se de uma tela com as cotações das ações em dólares, que irá concorrer com os American Depositary Receipts (ADRs) – recibos de ações negociados nas Bolsas americanas. Essa é uma das novidades que estão sendo elaboradas pela “tropa de choque” da Bolsa, como chama Edemir, montada para desenvolver novos produtos.

Segundo Cícero Augusto Vieira Neto, diretor-executivo de operações da BM&FBovespa, o sistema irá facilitar a compra e venda de ações brasileiras por estrangeiros. “Quando o investidor estrangeiro compra aqui, tem de fazer duas operações, uma referente à ação em si e outra no mercado de câmbio, para converter dólares em reais”, afirma. Com o novo produto, a ordem irá disparar automaticamente as duas operações.

O sistema terá uma tela em que aparecerão as cotações dos papéis das companhias brasileiras já convertidas em dólares. De acordo com Vieira, o produto será distribuído pelas corretoras brasileiras em parceria com instituições internacionais. “O investidor verá a cotação em dólares. Quando vier a operação, a gente ‘quebra’ em duas”, acrescenta. “Ele será uma alternativa aos ADRs.”

Uma das vantagens, segundo Vieira, é que todas as empresas brasileiras com ações em Bolsa irão participar. Hoje, apenas as companhias com ADRs listados nos Estados Unidos é que podem ser negociadas diretamente por investidores estrangeiros nos mercados americanos. "O objetivo do produto é simplificar a operação." O mercado potencial, diz ele, para o novo produto são os cerca de 90 milhões de investidores pessoa física dos EUA.

 

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