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Bolsa fecha em alta, puxada por notícias de empresas

LLX e OGX, de Eike Batista, ficaram entre os maiores ganhos do Ibovespa. Noticiário local ajudou Bolsa a superar mau humor externo

iG |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou durante toda a quinta-feira de lado, oscilando entre os campos positivo e negativo. No fechamento, prevaleceram as boas notícias corporativas, e o Ibovespa subiu 0,27%, cotado em 65.966 pontos, interrompendo uma série de quatro perdas seguidas.

Empresas de Eike Batista ficaram entre as maiores altas do índice. LLX, de Logística, liderou os ganhos, com +5,47%. OGX, que divulgou balanço hoje, subiu 2,68%. A OGX anunciou descoberta de gás no Maranhão e o executivo, ao referir-se ao tamanho das reservas, comparou-as a "meia Bolívia".

Os números positivos ajudaram a dissipar um pouco a pressão do exterior. Nos EUA, Nasdaq caiu 0,83% e Dow Jones recuou 0,57%. Nesta quinta, o governo dos Estados Unidos informou que os pedidos de auxílio-desemprego feitos no país na semana passada cresceram em 2 mil, para o nível mais alto desde a semana encerrada no dia 20 de fevereiro deste ano. O resultado contrariou a previsão de queda de 14 mil pedidos e elevou os sinais de fragilidade do mercado de trabalho norte-americano. Na Europa, a produção industrial caiu 0,1% em junho ante maio, na contramão da previsão de alta de 0,5%. 

Em comentário de hoje, a Gradual Corretora diz que os investidores estão impacientes, no exterior, com o ritmo lento da recuperação dos países industrializados, em especial com os EUA. Os economistas lembram que o que está acontecendo lá fora é o mesmo que ocorre no Brasil, ou seja, uma acomodação nas margens de expansão, já que a base de comparação não está mais tão baixa.

"Mas nem tudo é má notícia", continua a Gradual. "A despeito do discurso fiscalista que se impõe hoje na agenda política do mundo, o déficit comercial norte-americano apresentado ontem é motivo de comemoração. As importações daquele país continuam avançando a despeito do seu mercado de trabalho deteriorado, mostrando que a absorção doméstica dos EUA podem fornecer certo alívio aos problemas externos de muitos países (Brasil no meio)."

No Brasil, o destaque é a safra de balanços. Brasil Ecodiesel registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 25,665 milhões em igual período do ano passado. Já a Cyrela Brazil Realty registrou lucro líquido de R$ 167,449 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa um aumento de 6,6% em relação a igual período do ano passado. O número, no entanto, ficou 9% abaixo das projeções dos analistas. 

A AmBev também divulgou seu balanço e registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,51 bilhão entre abril e junho de 2010. O resultado ficou em linha com a média das estimativas dos analistas. No setor de energia, CPFL Energia registrou alta de 33% no lucro líquido no mesmo período, para R$ 384 milhões, em linha com a média das projeções do mercado. Já a Copel reportou queda de 53,2% no lucro líquido, para R$ 135,673 milhões no segundo trimestre deste ano. O resultado ficou 28,6% abaixo das projeções dos analistas. 

Ainda nesta quinta, outras 16 companhias devem divulgar ao mercado seu desempenho financeiro entre abril e junho, com destaque para os números de Guararapes (Riachuelo), BM&FBovespa, MMX, TAM e UOL, entre outras empresas.

O dólar comercial caiu 0,29%, cotado em R$ 1,7697 para a venda.

(com agências)

 

 

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