A bolsa de valores de Dubai encerrou a segunda-feira em queda de 7,3%, a maior desde 8 de outubro de 2008, depois do emirado ter anunciado um adiamento no pagamento de bilhões de dólares em dívida. Já o mercado acionário de Abu Dhabi, outro emirado que forma os Emirados Árabes Unidos, despencou 8,3%, a maior perda diária da história do índice.

Os papéis de bancos e do setor imobiliário foram os mais atingidos. Das 32 ações da bolsa de Dubai, 18 encerraram no limite de baixa, o que aconteceu com 28 dos 60 papéis de Abu Dhabi.

"As incertezas continuam e tudo o que precisamos é um comunicado ou algum tipo de orientação", disse Chamel Sahmy, operador do Beltone Financial.

"É muito difícil prever o que vai acontecer ou quando as coisas vão se estabilizar", disse Hashem Montasser, diretor-gerente do Banco Nacional de Abu Dhabi, cujos papéis também cairam depois de a instituição dizer ter US$ 345 milhões em exposição a duas empresas filiadas à empresa Dubai World, que enfrenta os problemas de dívida.

"Precisamos de mais esclarecimentos para tomar decisões de uma melhor forma. No entanto, não há necessidade para pânico."

As bolsas dos Emirados Árabes Unidos estiveram fechadas desde pelo feriado de Eid al-Adha em 26 de novembro e nesta semana operam apenas nesta segunda-feira e na terça-feira.

"A confiança do investidor leva anos para ser construída e segundos para ser destruída", afirmou Matthew Wakeman, diretor-gerente de ações do EFG-Hermes.

"Provavelmente não haverá estabilização até a próxima semana, já que esta semana é curta."

Bolsas asiáticas

A redução dos temores sobre a crise de débito do Dubai World fez com que as bolsas da Ásia se recuperassem e fechassem com resultados expressivos nesta segunda-feira. Não houve negociações nas Filipinas por ser feriado.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 687 pontos, ou 3,3%, e terminou aos 21.821,50 pontos, após ter perdido 4,8% na sexta-feira.

Já nas Bolsas da China, outro fator a dar suporte ao mercado foi a declaração de Pequim de que irá manter a política econômica. O Xangai Composto subiu 3,2% e encerrou aos 3.195,30 pontos. Já o Shenzhen Composto avançou 4,2% e terminou aos 1.185,94 pontos.

O declínio do dólar em relação às principais divisas internacionais, por conta das preocupações sobre Dubai, fez o yuan se valorizar sobre a moeda norte-americana. No mercado de balcão, às 4h30 (horário de Brasília), a cotação de compra e venda do dólar era de 6,8275 yuans, abaixo do fechamento de sexta-feira, que foi de 6,8284 yuans.

Após atingir o pior fechamento em três semanas, a Bolsa de Taipé, em Taiwan, se recuperou no encalço dos demais mercados regionais. O Taiwan Weighted subiu 1,2% e encerrou aos 7.582,21 pontos.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi da Bolsa de Seul avançou 2%, para 1.555,60 pontos. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney fechou com um ganho de 2,8%, aos 4.701,3 pontos. As informações são da Dow Jones.

(Com Reuters)

Leia mais:

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.