Dados negativos divulgados nos EUA e o desempenho ruim das "blue chips" levaram o Ibovespa a perder 0,54%, para 64.803 pontos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deu continuidade à sequência de baixa dos últimos quatro pregões nesta quarta-feira, e seu principal índice perdeu os 65 mil pontos. Além dos indicadores negativos divulgados nos Estados Unidos, o mercado foi influenciado pelo desempenho de suas "blue chips".

Dados preliminares mostram que, com mínima de 64.163 pontos e máxima de 65.156 pontos, o Ibovespa fechou os negócios com desvalorização de 0,54%, aos 64.803 pontos. Este é seu menor patamar desde o dia 21 de julho (64.476). O giro financeiro atingiu R$ 5,498 bilhões. Ontem, o índice tinha caído 1,25%, aos 65.156 pontos.

Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, as ações preferenciais da Petrobras subiam 0,11%, a R$ 26,17 no final do pregão. Já os papéis preferenciais da Vale caíam 0,77%, a R$ 41,01.

O Itaú Unibanco (preferenciais) teve baixa de 0,05%, a R$ 36,60, e BM&FBovespa (ordinárias) teve valorização de 1,93%, a R$ 12,65.

EUA

No mercado americano, após quatro dias de perdas, o índice Dow Jones teve alta de 0,20%, aos 10.060,06 pontos, o Nasdaq registrou valorização de 0,84%, aos 2.141,54 pontos, e o S & P 500 subiu 0,33%, para 1.055,33 pontos.

Logo cedo, o Departamento do Comércio americano revelou que os novos pedidos de bens duráveis no país subiram 0,3% em julho. Apesar de ter sido a primeira alta em três meses, o número veio abaixo do crescimento aproximado de 3% para o período. Mais tarde, o governo mostrou que as vendas de casas novas nos EUA recuaram 12,4% em julho, para uma taxa anualizada ajustada de 276 mil unidades.

"Os números americanos só dão uma confirmação de que a probabilidade de um 'duplo mergulho' na economia está aumentando. Eles mostram um desaquecimento econômico e o mercado de renda variável sofre muito", pontuou o gerente de renda variável da Mapfre Investimentos, Carlos Eduardo Eichhorn.

Cosan

As ações ordinárias da Cosan subiram 1,56%, para R$ 23, 50. A Shell e a Cosan assinaram os contratos definitivos para a criação da joint venture para união das operações de combustíveis e de açúcar e etanol produzidos a partir de cana-de-açúcar. A expectativa é de que a formação da empresa resultante da parceria ocorra no primeiro semestre do ano que vem.

(Com Agência Estado e Valor Online)

    Leia tudo sobre: bovespa
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.