Tamanho do texto

Nesta sexta, a Bovespa caiu 0,5% pressionada por realização de lucros e quedas da Petrobras

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu a sexta-feira em ligeira alta, mas logo virou e seguiu em queda até o fechameno. O Ibovespa, índice de referência da Bolsa, fechou com desvalorização de 0,51%, aos 71.417 pontos, depois de ter chegado a 71.784 na quinta-feira, após uma alta de 1,40%. O volume financeiro da sessão foi de R$ 5,8 bilhões. Na semana, o índice acumulou ganho de 0,4%. No mês, a valorização já é de 1,5%.

Nesta sexta-feira, em que o clima externo esteve positivo, um movimento de realização de lucros contribuiu para a perda da Bolsa. "Ontem a Bovespa teve uma alta robusta, então o movimento de hoje pode ser explicado, em parte, por realização de lucros, uma vez que as notícias externas são positivas", diz André Perfeito, economista da Gradual Investimentos.

Além disso, Perfeito ressalta que o preço do petróleo está em queda, o que exerce pressão sobre as ações da Petrobras. Por volta de 16h49, as ações ordinárias da empresa recuavam 0,94%, para R$ 39,80, enquanto as preferenciais perdiam 1,20%, cotadas a R$ 35,38.

No exterior, saíram dados bons dos Estados Unidos e da Alemanha, além de notícias favoráveis vindas da China. Além disso, a perspectiva de que a Grécia vai solicitar o apoio prometido pela União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI) traz tranquilidade aos investidores.

Na China, há sinais de que o câmbio será alterado e que o país deixará sua moeda valorizar frente ao dólar. "Isto pode permitir que os exportadores norte-americanos ganhem espaço naquela economia asiática evitando assim que o gigantesco déficit comercial sino-americanao deteriore ainda mais a combalida economia norte-americana", comentam os economistas da Gradual Investimentos em relatório diário.

A maioria dos mercados asiáticos encerrou a semana em alta nesta sexta-feira. Os ganhos em Wall Street e a presença de investidores em busca de ofertas de ocasião influenciaram as principais bolsas da região. Não houve negociações nas Filipinas por ser feriado.

Nos EUA, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,64%, aos 10.997,35, depois de ter operado acima dos 11 mil pontos pela primeira vez desde setembro de 2008.

André Perfeito ressalta que a semana foi "esvaziada de indicadores", o que deixou o mercado "solto". Assim, alguns acontecimentos tiveram maior peso do que mereciam, segundo o economista. A Grécia é um desses casos, na opinião dele: "É fantasioso pensar que o país vai quebrar. As forças políticas envolvidas sao muito fortes e vão querer o problema resolvido", afirma.

A próxima semana estará cheia de indicadores "que devem ter forte peso para cima", diz o economista da Gradual Investimentos. Dados econômicos dos EUA e da China, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB) chinês, na quarta-feira, são esperados com otimismo.

Dólar

O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 1,773 para venda, uma baixa de 0,22% frente ao real. Na semana, com apenas um dia de alta no fechamento, a moeda acumulou valorização de 0,2%. Em abril, a divisa já recuou 0,45% e, no ano, a moeda segue apreciada em 1,72%.

O mercado doméstico de câmbio se deixou influenciar nesta sexta-feira pelo apetite ao risco que dominou o mercado internacional com a possibilidade de que um pacote de ajuda à Grécia saia nos próximos dias. Internamente, uma entrada de recursos de cerca de US$ 500 milhões citada pelos operadores de câmbio contribuiu para que a moeda registrasse queda ante o real.

(Com agências)

    Leia tudo sobre: Bovespa
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.