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BNP Paribas procura corretora no Brasil

Estratégias de crescimento na América Latina, que tem sede regional em São Paulo, serão divulgadas em junho

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo |

A consolidação de corretoras que operam no Brasil está longe de terminar. Ávidos por operar localmente, bancos estrangeiros procuram maneiras de iniciar seus negócios, e a escolha mais comum tem sido a compra ou parceira com operadores locais.

Depois dos suíços do UBS, que na tacada recente do mercado resolveram voltar a negociar no Brasil comprando a Link, agora é a vez dos franceses do BNP Paribas. O presidente do banco no Brasil, Louis Bazire, admitiu em entrevista exclusiva ao iG que a instituição financeira está em processo de negociação com possíveis alvos, de compra ou associação.

Divulgação
Louis Bazire está no comando da expansão do BNP Paribas na América Latina
Ele não abre o nome das corretoras, nem diz em quanto tempo a transação será fechada. “Em todo noivado, o tempo depende da noiva”, brinca. Bazire afirma que o BNP poderia montar sua própria equipe de corretagem, mas reconhece que fica mais fácil e rápido contar com a experiência de um operador local.

O executivo está no comando do BNP Paribas do Brasil há dois anos e meio, e não quer perder as oportunidades que outras áreas de negócios do banco podem gerar em corretagem. “Temos todo o potencial, mas ainda falta essa ponta final.”

A busca pela corretora está inserida num projeto de expansão de negócios no Brasil. O foco desse crescimento são os serviços especializados, já que o varejo está bem coberto. “Muito caro, muito tarde”, afirma sobre a possibilidade de ingresso na área, dominada por Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil. “Partiremos para o varejo especializado e queremos operar no home broker.” Na França, o banco já oferece a operação direta por meio da empresa Cortal Consors.

Outra operação que será lançada no Brasil é o serviço de custódia internacional (guarda de informações sobre ativos que um investidor possui). “Somos líderes nesse segmento na Europa.” Bazire, que também é vice-presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, conta que o produto será lançado a pedido de clientes estrangeiros. “Eles sempre me perguntavam porque não oferecíamos custódia no Brasil.”

Expansão na América Latina

Em junho, o BNP trará novidades sobre planos de expansão na América Latina. Desde o final do ano passado, São Paulo foi escolhida como centro regional e Bazire está no comando de uma área que inclui o grande mercado do México. Função natural para um executivo que nasceu e passou apenas a infância no Brasil, mas é filho de pai francês, mãe americana e é casado com uma mexicana.

O BNP Paribas decidiu descentralizar as operações após crescer com a compra do Fortis na Bélgica e Luxemburgo, em pleno ápice da crise das hipotecas dos Estados Unidos, em outubro de 2008. Como ficou muito maior, a instituição financeira optou por desmembrar as decisões para ficar mais ágil.

No Brasil são R$ 23 bilhões administrados, com 3 mil funcionários. É o nono maior gestor de recursos do País e registrou lucro líquido de R$ 250 milhões no primeiro trimestre do ano, quase equivalente ao resultado de 2008. O banco também opera no Chile, Argentina e no México. Tem oficinas de representação no Peru e pretende abrir em breve uma financeira na Colômbia.

O BNP Paribas é o quinto maior banco do mundo, com operações em 83 países. Tem ao todo 205 mil funcionários.

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