O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alterou vários detalhes do programa de microcrédito que podem duplicar o volume de desembolsos e expandir em 50% o valor da carteira nos próximos dois anos, de R$ 80 milhões para R$ 120 milhões.

Segundo comunicado do banco estatal de fomento, entre as mudanças, o Programa BNDES Microcrédito passa a ter o valor mínimo de financiamento para agentes repassadores diretamente ao microempreendedor reduzido de R$ 1 milhão para R$ 500 mil (operações classificadas como 1º piso). Isso credencia maior número de instituições a se tornarem repassadoras, aumentando o alcance do programa, diz o texto.

Para garantir mais estabilidade e segurança na oferta de crédito aos agentes repassadores, o prazo de carência foi ampliado de 24 meses para 36 meses, no caso de operações de 1º piso; e para 60 meses nas operações de 2º piso ¿ em que instituições de crédito de maior porte (cooperativas centrais, bancos cooperativos ou comerciais e agências de fomento) repassam recursos a instituições credenciadas a oferecer microcrédito ao tomador final, informa o comunicado.

Outra medida, segundo o BNDES, foi a simplificação dos procedimentos internos, a fim de reduzir o tempo entre o pedido de financiamento e a liberação de recursos. Além disso, foram implementadas melhorias na metodologia e análise de risco de crédito das instituições repassadoras, o que resultou no aumento da alavancagem máxima permitida. Assim, as instituições foram autorizadas a aumentar seu endividamento e com isso oferecer mais recursos a mais tomadores. Isso aumenta a base de carteira e expande o alcance do Programa BNDES Microcrédito.


O BNDES informa que atua no segmento de microcrédito desde 1996, quando criou o Programa de Crédito Produtivo Popular (PCPP) com o objetivo de formar uma indústria de microfinanças no Brasil com a oferta recursos para os agentes repassadores de microcrédito.

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