Em sua primeira avaliação da Bolsa, agência de classificação de risco concedeu nota "A1" na escala global, que indica risco baixo

A BM&FBovespa, a Bolsa brasileira, recebeu classificação de "grau de investimento" pela Moody’s Investors Service. O rating de emissor em moeda local, primeiro da bolsa e divulgado nesta quinta-feira pela agência, é A1 na escala global e Aaa.br na escala nacional brasileira. A perspectiva para as classificações é estável. Classificações com o rating A são consideradas superiores à média, com risco de crédito baixo.

A Moody's diz em nota que o rating reflete o poder de mercado efetivo da BM&FBovespa como a única bolsa no mercado de ações e derivativos no Brasil. "Atualmente, na ausência de relevante concorrência, a bolsa detém significativo poder de precificação de ativos que, juntamente com a alta alavancagem operacional do seu modelo de negócios, implica forte geração de caixa e altas margens", afirma no texto. Estas características constituem o principal componente da força de crédito da BM&FBovespa, que tem elevada flexibilidade financeira, o que a Moody’s acredita que seria mantido no médio prazo.

Entre os principais desafios verificados pela Moody's para a Bolsa está a administração de risco de crédito, mercado, liquidez e operacional nas quatro câmaras de compensação (ações, derivativos, títulos do governo, e câmbio). Outro ponto a ser observado é a elevada dependência de tecnologia, o que requer contínuos investimentos de alto valor, além de ameaças competitivas que poderiam prejudicar a participação de mercado e o poder de precificação da empresa.

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